SDR recolhe embalagens de agrotóxicos
A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), desde o final de 2006, faz o recolhimento de embalagens de agrotóxicos da zona rural de Pelotas. Já foram recolhidas cerca de 20 toneladas, em duas coletas anuais – maio e novembro. O descarte do material no meio ambiente contamina o solo, o ar, mananciais, animais e, consequentemente, o ser humano.
De acordo com o assessor técnico da SDR, Celaniro Borges de Farias, a próxima coleta será na primeira semana de novembro. A comunidade é avisada por meio de panfletos distribuídos nos armazéns locais e das rádios. Os produtores são responsáveis por levar as embalagens até as subprefeituras, de onde a SDR recolhe. Farias afirma que 99% dos agricultores aderiram ao projeto e não descartam no meio ambiente nem queimam, como era feito anteriormente.
Com a queima das embalagens, o veneno é jogado na atmosfera. No descarte com o lixo comum, ou com a abertura de valas para enterrá-los, há a contaminação do solo que, com as chuvas, é levada aos arroios ou sangas, o que levar à contaminação de animais e das famílias.
Após o recolhimento, as embalagens são encaminhadas a uma revendedora de defensivos agrícolas em Capão do Leão, que encaminha para fábricas em Curitiba ou São Paulo, onde são transformados em canos corrugados, utilizados para proteger fios elétricos nas construções.
Celaniro diz que hoje as comunidades estão esclarecidas sobre o perigo que representa o manuseio de agrotóxicos e crianças e idosos – grupos mais vulneráveis – não fazem mais esse trabalho. O alerta é feito pela própria indústria fumageira, cuja cultura é a que mais utiliza o veneno.