Secretária anuncia melhorias aos profissionais da saúde mental

Por Divulgação 13-10-2011 | 00:00:00
Tags:

Na tarde da última terça-feira (11), a secretária de Saúde, Arita Bergmann, fez uma ampla reunião com representantes da Gerência de Saúde Mental do Município, da Comissão, do Conselho e de outras entidades desta área, a fim de discutir a contratualização do Hospital Espírita e outros temas de interesse da saúde mental. A secretária ouviu as demandas dos profissionais da área, tais como a implantação de um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) que funcione nos três turnos e o fortalecimento da rede substitutiva – solicitações antigas da luta antimanicomial - anunciou a boa notícia: a contratação de mais de 30 profissionais para atuarem nos oito Caps existentes em Pelotas. Arita informou ao grupo que já foram chamados: 7 enfermeiros; 6 técnicos em enfermagem; 5 psicólogos; 2 assistentes sociais; 6 artesãos; 2 profissionais de educação física e um terapeuta ocupacional. Também está em fase de homologação, o concurso público que viabilizará o chamamento de merendeiras e oficiais administrativos. “Nossa maior dificuldade continua sendo a contratação de médicos psiquiatras. Já publicamos dois editais e não tivemos nenhuma inscrição. Também fizemos reuniões com a Residência em Psiquiatria da UFPel e ninguém parece interessado em atuar nos Caps, então o próximo passo será procurarmos o reitor César Borges”, antecipou Arita, assegurando que não desistirá facilmente do assunto. Ela disse ainda que, se for liberado recurso do Ministério da Educação (MEC), via Projeto de Recuperação os Hospitais Universitários (REUF) – algo que a SMS espera que ocorra até dezembro – a contratação de médicos psiquiatras poderá ser feita em 15 dias. Arita contou ainda sobre conversas que teve com a direção do Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP), que se dispõe a construir 25 leitos específicos para pacientes de saúde mental. “Para isso precisamos conseguir o recurso, na ordem de R$ 1,044 milhão. Ele disse que a partir do momento em que conseguirmos o dinheiro, entrega os leitos em um prazo de seis meses”, conta a secretária. Sobre reclamações de falta de materiais nos Caps, Arita foi enfática: “Não vou admitir que falte qualquer insumo dentro dos Caps, seja medicamento, alimento, material de limpeza, o que for”. Ela lembrou que recentemente a SMS produziu uma lista atualizada de medicamentos de responsabilidade do Município, a Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (Remume) e que está em processo a confecção de uma lista completa de todos os tipos de materiais. “Para que não falte nada, a palavra-chave é planejamento. Cada Caps irá planejar, com antecedência, e informar o que precisa, a partir de uma lista padronizada. Assim vamos ter qualidade e agilidade nas solicitações. O que não pode é faltar material”, alerta a secretária. A secretária se mostrou sensível, ainda, às principais demandas apresentadas pelos profissionais. Eles defendem, por exemplo, que o atendimento de pacientes da saúde mental seja feito na urgência e emergência do Pronto Socorro de Pelotas (PS) e, em caso de necessidade de internação, que isso ocorra nos hospitais gerais – e não em hospital psiquiátrico. Para isso, sugerem que se negocie vagas com as entidades prestadoras de serviço aos pacientes do SUS. A situação é ainda mais delicada quando se trata de crianças e adolescentes: o grupo é unânime em defender que sejam atendidas na pediatria, e não em hospital psiquiátrico.

Alt+1 (conteúdo) • Alt+2 (menu)
Alt+3 (busca) • Alt+4 (rodapé)