Secretaria da Saúde e ONG discutem animais errantes
O Salão Nobre do Paço Municipal foi o local escolhido para o encontro que reuniu membros da Secretaria Municipal de Saúde e representantes da ONG SOS Animais, na manhã desta sexta feira (09). A pauta da reunião constou de tema referente à discussão e à busca de soluções para a questão dos cães errantes, que fazem das ruas do município moradia permanente.
O encontro foi dirigido pelo chefe de Gabinete, Júlio Carúccio, representando o prefeito Adolfo Antonio Fetter, e pelo secretário -adjunto da SMS, Armando Manduca.
A Secretaria Municipal de Saúde e a ONG SOS Animais já desenvolvem projetos e ações que visam controlar a superpopulação de cães errantes, inclusive recolhendo estes animais e posteriormente os encaminhando para a castração.,br>
O procedimento se dá por intermédio de parcerias com uma clínica veterinária particular, responsável pela castração de machos e a Universidade Federal de Pelotas, que providencia a castração de fêmeas.
Porém segundo ambas as entidades, mesmo com todo o trabalho realizado, a população canina, estimada em mais de 61.5, mil animais, vem crescendo a cada ano e se faz necessário um trabalho mais efetivo no sentido de controlar este crescimento, pois do total estimado de cães, apenas 37% são totalmente domiciliados e possuem proprietários responsáveis.
Segundo a veterinária do Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde, Cristina Zambrano, vem sendo desenvolvido também, já há bastante tempo, diversos projetos que visam desenvolver a conscientização da comunidade com relação à posse responsável de animais. Também são feitas campanhas de adoção por intermédio de conversas com a comunidade, palestras nas escolas, teatrinho para crianças e distribuição de material informativo.
O representante do Executivo solicitou a ambos os grupos a elaboração de uma proposta conjunta, onde fique determinado, exatamente, as ações que a Prefeitura deve implementar, no sentido de equacionar da melhor maneira possível a questão. Não está descartada nem mesmo a possibilidade de alteração da Lei 5.086 de abril de 2004, que dispõe sobre o controle das populações de cães e gatos, bem como sobre a prevenção e controle de zoonoses no município.
Um novo encontro com o Executivo deverá ser agendado nos próximos 15 dias para a apresentação da proposta conjunta.