Secretaria de Saúde monitora casos de complicações respiratórias
Um bebê de menos de seis meses de vida, com peso abaixo da média, que morreu por insuficiência respiratória no sábado, é o quarto caso de óbito em Pelotas a figurar na lista de suspeitos de apresentar a Influenza A (H1N1). “Era um bebê bem pequeno, que tinha nascido prematuramente. Ainda não se sabe se teve gripe A ou Sazonal. O caso foi notificado como suspeita de Influenza A (H1N1) e fizemos a coleta do aspirado para análise, como estamos fazendo com todos os casos de complicações respiratórias, porque queremos averiguar se o que está causando mais complicações é a H1N1 ou a gripe Sazonal”, explica Maria Regina Gomes, coordenadora do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
A coordenadora salienta, mais uma vez, que ninguém morre devido à gripe, seja ela do tipo A ou Sazonal, mas em conseqüência de complicações que ela pode trazer – as estatísticas comprovam que menos de meio por cento do total de pessoas que são infectadas pelo vírus H1N1 são vítimas fatais. Maria Regina recorda que o número de óbitos em idosos e bebês prematuros costuma ser maior em meses de inverno – e já era assim mesmo antes de existir a gripe A.
O adiamento da volta às aulas escolares deu-se devido à recomendação do Ministério da Saúde (MS), visando evitar aglomerações de pessoas em locais fechados, mais propícia no inverno – quando faz muito frio as pessoas não deixam janelas e portas abertas para arejar os ambientes, como é recomendado. “Ainda se conhece muito pouco do vírus H1N1, mas ele parece se comportar se forma semelhante ao da gripe Sazonal. Por isso, esperamos que os casos diminuam com a chegada do calor”, comentou a coordenadora.
No momento não há em Pelotas problemas de falta de leitos – nem em UTI - para pessoas suspeitas com a gripe A. Existem mais de trinta pessoas internadas, sob acompanhamento (no boletim divulgado ontem (10), totalizavam 33). Assim que são internados por complicações respiratórias, todos os pacientes passam a ser medicados com Tamiflu e fazem a coleta do aspirado da nasofaringe para análise – exceto nos casos em que o paciente não produz o espécime clínico, ou seja, não tem secreção nasal.
Ontem (10) ocorreram duas reuniões no gabinete do secretário de Saúde, Francisco Isaías. Às 16h o Comitê da Influenza reuniu-se para avaliar o panorama da síndrome gripal em Pelotas e às 18h equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) foram recebidas para esclarecer dúvidas sobre o assunto.