Secult pede tombamento de prédios que sediaram o Banco Pelotense

Por Divulgação 30-09-2011 | 00:00:00
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O prefeito em exercício, Fabrício Tavares, assinou e entregou um documento, encaminhado pela Secretaria de Cultura (Secult), durante almoço hoje (30), na Charqueada São João, ao diretor do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE), Eduardo Hahn, solicitando o tombamento estadual das edificações remanescentes no Estado, sedes do antigo Banco Pelotense. O evento, às 12h, fez parte da programação do Encontro do Colegiado de Memória e Patrimônio do Rio Grande do Sul, que teve início na manhã de hoje, no Casarão Seis da Praça Cel. Pedro Osório. De acordo com este documento, o Banco Pelotense consagrou-se como uma das mais importantes instituições financeiras nacionais do início do século XX, expandindo-se rapidamente por todo o Estado, com a instalação de filiais por diversas regiões do país. Além do prédio que abrigava a matriz do Banco em Pelotas, e que hoje abriga agência do Banco do Estado do Rio Grande do Sul – Banrisul, o Banco teve agências em outros municípios gaúchos, tais como: São Gabriel, Itaqui, São Borja, Cruz Alta, entre outros, além de cidades de outros estados, como: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Juiz de Fora, entre outras. Junto a esse documento, foi entregue também um levantamento histórico e fotográfico destes prédios, para que sirva de subsídio para o aprofundamento da pesquisa sobre os remanescentes passíveis de tombamento. “Além da importância de preservar o patrimônio e a história dessa instituição pelotense, o tombamento também serviria como resgate da cidade de Pelotas, durante as comemorações dos 200 anos do Município”, disse o prefeito em exercício. "Cheguei em Pelotas há dois dias com dois prédios tombados pelo IPHAE. Estou indo embora com pedido para mais 18 tombamentos, além dos prédios construídos pelo Banco Pelotense em todo o Estado, inclusive alguns daqui, como o que hoje fica localizado o Banrisul, na rua Marechal Floriano. Fico muito satisfeito, pois isso é uma prova da consciência que a cidade tem pela conservação e a importância do patrimônio. Saio daqui muito satisfeito", ressaltou Hahn. De acordo com ele, ser tombado significa a importância que o prédio tem para o bem do Estado. O imóvei tombado além de ter restrições (como manter fachada e detalhes de sua característica original) também passa a ser valorizado e é contemplado com incentivos fiscais e recursos da LIC.

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