Segurança: chefe do Executivo participa de seminário
Evento promovido pelo Instituto Cultural Floresta reuniu, na capital, os principais especialistas do País no tema
Nesta segunda-feira (23), o Instituto Cultural Floresta (ICF) reuniu os principais especialistas em segurança do Brasil durante o seminário “Cidades contra a Violência”, no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre. A prefeita Paula Mascarenhas esteve presente, assim como o secretário de Segurança Pública e o comandante da Guarda Municipal, respectivamente, tenente Aldo Bruno e Sandro Carvalho.
Durante o evento, Pelotas foi apontada como exemplo pelo jornalista e consultor em Segurança Pública e Direitos Humanos, Marcos Rolim, por tratar como prioridade o Pacto Pelotas pela Paz, que foi lançado em 2017 com o objetivo de reduzir os índices de violência e implantar ações preventivas.
Pelotas assumiu o corajoso desafio de criar e priorizar uma política de segurança pública. São raras as cidades que fazem isso”, afirmou, antes de questionar o modelo de polícia historicamente adotado pelo Brasil.
Foto: Divulgação
No primeiro debate entre o undefined, e o ex-secretário de segurança do Rio de Janeiro, undefined, sobre o papel da política na segurança, ambos concordaram que a situação é gravíssima e que o envolvimento da sociedade poder ser parte da solução. Nesse contexto, foi bem-vinda a lei de incentivo à segurança proposta pelo Instituto Cultural Floresta (ICF), que sugere às empresas alocar até 5% do saldo devedor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a projetos de aparelhamento da segurança e de prevenção de violência voltados para a educação. Além disso, um aporte de 10%, sobre o valor compensado, para o Fundo Comunitário Pró-Segurança.
Sobre a nova legislação, Schirmer afirmou encontrar “razões de sobra para aprová-la”. Acrescentou que o governador também é favorável à proposta e que apenas está “aguardando o momento adequado para encaminhar à Assembleia”. O texto ainda precisa ser submetido aos deputados estaduais, mas já há confiança no número de votos necessários favorável à lei.
O apoio ao combate ao crime se reflete em ganho para todas as áreas da sociedade, pois segurança é base para a educação, para a saúde, para o desenvolvimento econômico, para o turismo”, frisou Schirmer.
Beltrame, que idealizou e implantou as UPPs no Rio de Janeiro, ressaltou que polícia não é segurança, e sim uma parte dela.
Um administrador público precisa ter foco. Dizer de forma transparente à sociedade sua prioridade e que existe um plano, integrado, e não isolado, para resolver esse problema da criminalidade que chegou a um nível insustentável”, disse o delegado federal, ao salientar a importância da sociedade se envolver na busca de uma solução.
O especialista em Gestão de Riscos Estratégicos e Segurança e autor do livro “Caos Social - A Violenta Realidade Brasileira”, Gustavo Caleffi, apontou como gênese da violência a impunidade, lembrou o papel das famílias na educação dos jovens e os desafios do choque de cultura (o fim da lei de levar vantagem) e do compartilhamento de informações entre as forças policiais.
“Ou somamos esforços ou não chegamos a lugar nenhum”, constatou Gustavo Caleffi.
O comandante-geral da Brigada Militar no Estado, Mario Ikeda, e o comandante-geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, coronel Nivaldo Restivo, também participaram das discussões, assim como o ex-comandante do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar de São Paulo e um dos maiores negociadores de sequestro do Brasil, Diógenes Lucca, e do chefe da Polícia Civil gaúcha, undefined.
O tenente-coronel do Exército dos Estados Unidos, Frank Leija, especialista em táticas de combate aplicadas à segurança pública, fez a palestra de encerramento do seminário. Como estudo de caso, lembrou a estratégia bem-sucedida na cidade de Nova York.
Para o sucesso da operação que derrotou a criminalidade, três pilares foram a base: o poder de visão de futuro (a confiança de que havia saída), a valorização da polícia e o envolvimento (a participação da sociedade no combate ao problema). Enfatizou, ainda, que uma eficiente política de segurança implica um policial bem equipado, com sua família amparada e uma imagem de profissional valorizado em sua comunidade.