Sopapo – 2º Encontro no Museu começa na terça-feira e traz exposição, rodas de conversa, artesanato quilombola e desfile. Passe-livre todas as tardes

Seis dias dedicados à valorização do negro no Museu da Baronesa

Sopapo – 2º Encontro no Museu começa na terça-feira e traz exposição, rodas de conversa, artesanato quilombola e desfile. Passe-livre todas as tardes

Por Joice Lima 01-11-2019 | 19:25:15
Tags: visibilidade , negro , museu da baronesa , kanimambo , sopapo , quilombola , exposição , rodas de conversas

O projeto Visibilidade do Negro no Museu da Baronesa traz, a partir da próxima terça-feira (5), o Sopapo - 2º Encontro no Museu. Serão seis dias consecutivos de programação, que contará com a exposição “Para além das senzalas: narrativas sobre o passado e o presente negro em Pelotas”, quatro rodas de conversas, a Feira de Artesanato Quilombola e o Desfile Kanimambo, no encerramento do evento. Todas as atividades são abertas ao público e haverá passe-livre todas as tardes.

Fotos: Michel Corvello

Diretora do Museu da Baronesa, Fabiane Rodrigues Moraes explica que o projeto chega para dar espaço no Museu a esse “personagem invisível”. 

Quando se pensa no Museu da Baronesa, em geral se pensa nos barões. Não se fala nos escravos negros, que habitavam o mesmo espaço, junto com eles, e se envolviam em quase todas as tarefas, tanto da chácara da Baronesa quanto da charqueada. Esse projeto vem para dar visibilidade a essas pessoas”, destaca. 

A diretora diz que foi a própria comunidade que cobrou a presença negra no Museu, com recadinhos nos cadernos de presenças — esses registros também passaram a integrar a exposição. A equipe organizadora chamou a academia e a comunidade, para que contribuíssem na construção desse projeto de forma ativa. O resultado foi a criação de um espaço, repleto de simbologias, em que o visitante vai interagir, tanto na exposição quanto nas rodas de conversas.

Fotos: Michel Corvello 

Cultura Negra na Baronesa

A primeira vez que o Museu da Baronesa abriu espaço para um projeto de valorização da cultura negra foi em 2001. O tema foi retomado em 2014, com o Dia do Patrimônio que teve por tema a Herança Cultural Africana – na experiência, de três dias, a equipe percebeu que o evento precisava ser ampliado, porque havia “muito o que falar”. 

O 1º Sopapo ocorreu no ano passado, ao longo de vários meses, com palestras à noite, sempre na última terça-feira do mês. “Esse ano, como o Museu esteve fechado por vários meses para reparos, optamos por uma formato diferenciado, condensado em seis dias”, explica a diretora.

O evento leva o nome de sopapo em alusão ao tambor pelotense, criado pelos escravos que trabalhavam nas charqueadas. O instrumento era utilizado nas celebrações, para reverenciar a sua terra e os seus ancestrais. 

O projeto é uma realização do Museu Parque da Baronesa/Secretaria de Cultura de Pelotas. Normalmente, o Museu funciona das 13h30min às 17h30min, mas na terça-feira (5), excepcionalmente, o Museu abrirá às 17h, com a exposição. 

Segue a programação completa:

Alt+1 (conteúdo) • Alt+2 (menu)
Alt+3 (busca) • Alt+4 (rodapé)