Semana do Charque em comemoração ao turismo

Por Divulgação 23-09-2010 | 00:00:00
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Na semana que se comemora o Turismo, o grupo Temperos & Sabores, formado por restaurantes do Município, promovem de 27 de setembro a 3 de outubro, em parceria com a Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer (STE), a Semana do Charque. O grupo faz parte do Projeto Turismo Cultural Sabores da Costa Doce, sob coordenação do Sebrae Sul. A campanha promocional tem por objetivo a valorização e resgate da gastronomia local, baseada no charque, adianta a consultora do Sebrae, Miqueline Alves. Participam desta promoção os restaurantes: Bandejão, Rincão Nativo, Padaria Círculo Operário, Qualytá, Alles Blau, Paladaria, Cantina Mamma Pizza, Pycadilho's, Crêperie, Cruz de Malta Restaurante e Churrascaria, Buena Vida, Churrascaria Lobão, Mezzaluna, Komil'ãw Buffet - Pastéis & Cia. Entre os pratos, estarão o arroz de carreteiro, escondidinho de charque, risoto de charque, charque com abóbora, João Trançudo, Pastel de charque, croquete de charque, risoto com abóbora e charque. História do Charque em Pelotas O charque foi introduzido na região pelo português José Pinto Martins, em 1780, que veio do Ceará fugindo da seca. No século XVIII, Pelotas viveu um apogeu econômico graças à produção do charque. A primeira charqueada às margens do Arroio Pelotas pertencia ao português que fundou a primeira indústria saladeril, aproveitando a grande abundância de matéria prima ali existente e que se encontrava a esmo pelos campos, o gado bovino. Logo outras charqueadas foram implantadas, como as de Gonçalves Chaves, Bernardino Barcelos e tantos outros. Começava a tomar corpo o que é hoje Pelotas, que nesta época pertencia a Rio Grande. Em sete de julho de 1812, o padre Felício foi ao Rio de Janeiro, a mando da família Antônio dos Anjos, para solicitar às autoridades competentes a criação da nova freguesia, que foi chamada de Freguesia de São Francisco de Paula. A nova freguesia foi se desenvolvendo rapidamente. Em 1830, Pelotas já tinha um parque industrial saladeril com mais de vinte charqueadas trabalhando ao longo do Arroio Pelotas e Canal São Gonçalo. Em 1832 foi elevada à categoria de vila, passando então a chamar-se Pelotas, uma homenagem às rústicas embarcações utilizadas pelos nativos na travessia dos rios, confeccionadas com o couro animal e quatro varas corticeiras.

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