Semana Santa: Procon orienta compra de peixe seco e bacalhau
Nesta Semana Santa, o Procon de Pelotas, ligado à Procuradoria Geral do Município (PGM), está divulgando uma série de dicas e cuidados necessários às compras para a data festiva. O informe de hoje (20) aborda duas alternativas para quem segue a tradição de consumir pescado na “Sexta-feira da Paixão”: bacalhau e peixe seco. De acordo com a chefe do Serviço de Educação ao Consumidor do órgão, Nóris Fonseca Finger, um indício de que o produto não está apto à ingestão é a existência de manchas amareladas ou esverdeadas. “Cuidado. Estas características sinalizam que o gênero está deteriorado”, adverte. Para não comprar peixe seco por bacalhau, o consumidor deve ficar atento às diferenças. O bacalhau legítimo é mais alto, largo e suculento do que os demais, além de estar à venda aos preços maiores por se tratar de artigo importado. Pescado no Atlântico Norte, um só tipo é verdadeiro: o Cod Gadus Morhua. Quem puder adquiri-lo, tem de observar se possui cor uniforme de palha, se não tem manchas avermelhadas ou escuras e se sua pele se solta com facilidade. É possível ainda confirmar a autenticidade verificando se, após o cozimento, o produto desmancha-se em lascas tenras e claras. Comercializados a valores mais baixos, em relação ao bacalhau, os peixes secos salgados são opções para quem quer economizar ou não pode apreciar espécies de maior custo. O Saithe, muito usado em ensopados, bolinhos fritos e saladas, tem coloração mais escura e apresenta sabor mais acentuado. Outra possibilidade é o Ling, ideal para grelhados e com espessura menor do que os demais. Já o Zarbo, cujo preço baixo torna-o o peixe seco mais vendido do País, é o menor e o mais claro de todos da modalidade.