Semana Santa:Procon orienta compra de pescados
Buscando fugir dos preços mais altos da Semana Santa, os consumidores começaram as compras de pescados mais cedo nesse ano. Com o objetivo de orientá-los para garantia de economia e saúde, o Procon de Pelotas – ligado à Procuradoria Geral do Município (PGM) – divulga alguns cuidados essenciais. Antes de adquirir o peixe in natura, devem observar as condições de higiene do local, bem como a forma de acondicionamento e armazenamento. Uma dica é prestar atenção à textura e ao cheiro da carne. “No caso de embalados é recomendável verificar se há muito gelo por fora do plástico, um indício de que o produto foi descongelado e depois congelado de novo. Por isso, é absolutamente impróprio ao consumo”, assinala a chefe do Serviço de Educação ao Consumidor do órgão, Nóris Fonseca Finger. Lançando mão das notas técnicas do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), a economista doméstica destaca que os comerciantes têm de adotar medidas de proteção do alimento in natura dos riscos de contaminação. “Ela pode ocorrer por animais, elementos químicos e microbiológicos ou por outras substâncias indesejáveis durante a manipulação e armazenagem”, explica Nóris. Também é importante, segundo ela, investigar se o gelo utilizado na refrigeração dos pescados, por entrar em contato direto com eles, foi fabricado com água potável. Sobre a escolha, o Procon enfatiza algumas condições que sinalizam se a mercadoria pode ser adquirida. O peixe adequado para ser consumido tem guelras vermelhas, olhos salientes e brilhantes, corpo rijo e escamas que não se desprendam com facilidade. Se a opção for camarão, faz-se necessário constatar se possui carapaça presa ao corpo e odor apenas característico, ou seja, não pode ser forte demais. Lulas e polvos de cores mais claras indicam que estão mais frescos e não serão fator de intoxicação alimentar. A recomendação para o consumidor que preferir mexilhões, mariscos e ostras é buscá-los in natura nos estabelecimentos, conferindo se as conchas estão bem fechadas. “Os rótulos de mariscos ‘desconchados’ têm, necessariamente, de conter selo do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) ou do Serviço de Inspeção Federal (SIF)”, esclarece a educadora do Procon. Seguindo as regras dos alimentos industrializados, os fornecedores de pescados são obrigados a informar, nas embalagens, o prazo de validade conforme determina o próprio Código de Defesa do Consumidor (CDC). Havendo dúvidas ou constatando-se irregularidades nos pontos de venda de comercialização desses alimentos, o consumidor tem a alternativa de procurar a Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal e Saúde (SMS) de Pelotas para esclarecimentos e denúncias. O endereço é rua Lobo da Costa, 1764, e o telefone é 3284-7733.