Serviço de Convivência São Gonçalo atende cerca de 40 crianças
Meninos e meninas, entre 6 e 15 anos, frequentam o local – onde encontram atividades e alimentação – no turno inverso da escola
O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) São Gonçalo, vinculado à Prefeitura, por intermédio da Secretaria de Assistência Social (SAS), atende, diariamente, cerca de 40 crianças e adolescentes, com idades entre 6 e 15 anos. No espaço, eles encontram atividades lúdicas e de lazer, nas quais a equipe ajuda a recriar a realidade de meninas e meninos que vivem em situação de vulnerabilidade. As ações ajudam a desenvolver o senso crítico e de direitos.
Ações são permanentes e uma forma de diminuir a vulnerabilidade social – Fotos: Michel Corvello
A prioridade no atendimento é para os menores que saíram de condições de trabalho infantil, violência e negligência, bem como abrigados ou egressos de abrigos, ou, ainda, com deficiência. Também são atendidas crianças e famílias inseridas em programas de inclusão, como o Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC).
Usuários e pais satisfeitos
Luciara Machado, que tem três filhos no Serviço, diz ficar tranquila por saber que lá estão bem alimentados, bem assistidos. “Eles não falam muito dos brinquedos; mais é da comida. Não gostam de faltar, gostam de estar aqui.”
As famílias também são acompanhadas pela equipe. Luciara conta que, quando precisa de algo para a família, também recebe apoio das profissionais – “às vezes é um alimento, um colchão, orientação. Às vezes uma conversa. Conto tudo que tenho que contar”, resume. Para Paulo Barbosa, o Serviço “é tudo de bom; é aqui que ele [o filho] prefere estar. Nunca faltou. ‘Tando’ aqui eu ‘tô’ numa tranquilidade medonha”, garante o pai.
A educação alimentar garantida no SCFV é elogiada pelos pais. Lizete dos Santos afirma que o filho aprendeu a comer legumes, verduras e, quando chega em casa, cobra que tenha também. “Aqui é tudo de bom. A melhor comida é daqui. Diz que é melhor que a minha, faz passeios e leva comida da horta”, conta Lizete.
Referência à comunidade
Além do apoio material e dos alimentos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que distribui alimentos frescos – fornecidos por agricultores da região –, as famílias da comunidade recebem apoio no encaminhamento de direitos. Entre os principais, documentação e acesso aos programas de distribuição de renda e serviços. Por isso, o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e o SCFV são um parâmetro de qualidade para a comunidade.
O secretário de Assistência Social, Luiz Eduardo Longaray, explica que as ações para fortalecimento de vínculos são permanentes, pois é uma forma de diminuir a vulnerabilidade social, ao mesmo tempo em que solucionam os problemas mais concretos, como as dificuldades de alimentação, vestuário, obtenção de documentos e alcance de serviços públicos. Uma reforma está sendo realizada no espaço, o que vai dobrar o número de vagas.
Até o fim de fevereiro, o SCFV realiza os atendimentos das 8h às 14h. Em março, voltará para o horário das 8h às 17h. Em período escolar, as crianças participam em turno inverso ao das aulas. Quem estuda à tarde vai para o Serviço pela manhã, alimenta-se logo cedo e almoça antes de ir direto à escola. Quem estuda pela manhã recebe o almoço e, antes de voltar para casa, faz um lanche reforçado.
Recreação e lazer
As coordenações dos Cras e SCFVs buscam apoiadores para oferecer atividades de recreação e lazer para as crianças, adolescentes e idosos dos serviços, como brincadeiras, passeios e sessões de cinema. Para encerrar 2019, o salão de festas Dibrinquedos ofereceu uma tarde de diversão. Empresas interessadas em apoiar as ações podem entrar em contato com o Departamento de Atenção Básica da SAS, ou com as sedes dos serviços.
Cras e SCFVs buscam apoiadores de recreação e lazer para as crianças, adolescentes e idosos – Fotos: Equipe do SCFV
Material escolar
Mais um ano escolar começa dia 17, segunda-feira, e muitas famílias de crianças, usuárias dos serviços de atenção, não têm condições de comprar material escolar, mochilas ou roupas adequadas. A coordenadora do Cras, Gabriela Mimbarcas, explica que não existe verba pública para esse fim, e que o material adequado afeta a autoestima das crianças. Ela diz que o objeto mais desejado por todos é a mochila para carregar o material, o que nem todos os pais conseguem viabilizar, mas que fazem a felicidade deles.
Qualquer pessoa que tiver interesse em ajudar pode entrar em contato com Departamento de Atenção Básica da SAS, ou as sedes dos serviços, para fazer doações diretas. O SCFV São Gonçalo fica na rua Dona Darcí Vargas, 212.