Sesc leva Festival Internacional de Música ao Balneário dos Prazeres
Foi a primeira vez que o bairro integrou o roteiro de apresentações do evento
Os moradores do Balneário dos Prazeres tiveram uma tarde diferenciada nesta segunda-feira (21). O bairro integrou, pela primeira vez, o roteiro de apresentações do Festival Internacional Sesc de Música. Em sua nona edição, o evento preparou um cronograma específico de shows voltado à comunidade.
Desde a sua estreia, em 14 de janeiro, a atração já percorreu hospitais da cidade, centros religiosos, o Shopping Pelotas, empresas e locais que concentram grande circulação da população, como o Mercado Central e a Rodoviária de Pelotas.
Fotos: Marcel Ávila
Desta vez, foi a Praça Aratiba – principal ponto de encontro dos moradores do balneário – que sediou a atividade do Festival. Sete músicos levaram a melodia do acordeão, percussão, clarinete, violão, pandeiro, escaleta e bandolim – estes dois últimos instrumentos de sopro e cordas, respectivamente – à quadra coberta da praça. Entre os expectadores, as amigas Maria Geci e Denize, de 67 e 59 anos.
Mesmo sentadas, as duas foram contaminadas pelo ritmo harmônico do grupo de choro ‘Vai ou Racha’, e se embalaram ao som de clássicos da música brasileira, como ‘Velhos Chorões’, ‘Rio Antigo’ e ‘Benzinho’. “Ficamos muito felizes quando soubemos dessa programação. Cultura sempre é algo positivo e nosso bairro precisa muito disso”, disse Maria Geci.
Maria Geci e Denize aproveitaram e registraram a atração musical desta tarde - Foto: Marcel Ávila
Entre uma música e outra, os artistas, que são alunos da Oficina de Choro do Sesc vindos de diversas cidades do Rio Grande do Sul, conversaram com o público, além de apresentarem os instrumentos e um breve relato sobre sua sonoridade e especificidade na música. Professor do grupo, Samuel dos Santos – mais conhecido como Samuca do Acordeão – salientou a importância de levar a música à comunidade, principalmente, às que não a acessam facilmente.
Para valorizar algo, antes é preciso conhecer. E é isso que o Festival do Sesc faz: traz a música para lugares diferentes e possibilita que uma nova opinião sobre ela seja formada, o gosto pela arte seja despertado e novos músicos surjam”, reforçou.
O professor também destacou a presença do Choro – gênero da música popular e instrumental brasileira, que surgiu no século XIX – nas duas semanas do evento internacional, depois de sete edições; ele esteve presente no primeiro e segundo ano do Festival, e no ano passado, mas apenas por uma semana.
Quem ajudou a disseminar a notícia do Festival foi o morador Anderson Santana, de 18 anos. Dono de uma página em uma rede social voltada ao dia a dia do Balneário dos Prazeres, o jovem mobilizou a comunidade para comparecer em peso à atração musical. "Foi uma ideia muito bacana. É importante para os moradores e até para o comércio", ressaltou.
Nesta terça (21), a programação destinada à comunidade concentra atividades no Café Aquários, com um grupo de metais, às 17h, e com a Orquestra Estudantil Municipal e a do Areal, às 19h, na Catedral do Redentor – a Igreja Cabeluda.