Em torno de 120 pessoas assistiram as duas primeiras exibições do filme de Magalhães e Kinzeski, dentro da programação da Feira do Livro

Sessões lotadas na estreia do curta sobre João Simões Lopes Neto

Em torno de 120 pessoas assistiram as duas primeiras exibições do filme de Magalhães e Kinzeski, dentro da programação da Feira do Livro

Por Joice Lima 11-11-2019 | 17:47:29
Tags: estreia , curta , filme , manoel soares magalhães , márcio kinzeski

Cerca de 120 pessoas lotaram, em duas sessões, a sala de exibição no Museu do Doce (Casa 8, da Praça Coronel Pedro Osório), na tarde de sexta-feira (8). Tudo isso para assistir à estreia do curta-metragem 'A última morada de João Simões Lopes Neto', com roteiro do escritor e artista visual Manoel Soares Magalhães e direção de Márcio Kinzeski.  

Fotos: Igor Sobral

Várias pessoas se dispuseram a sentar no chão, quando todas as cerca de 50 cadeiras de cada sessão ficaram lotadas, para não perder a estreia da produção de baixo orçamento, de cerca de 20 minutos de duração. Nela, o personagem do escritor João Simões Lopes Neto, interpretado pelo ator Vagner Vargas (que atualmente mora em Portugal), abre os olhos, sentado em um banco da Praça Coronel Pedro Osório, e começa a caminhar pela praça, até se dar conta de que “virou” uma estátua de bronze — e, a partir daí, vivencia uma série de situações inusitadas.

Após a primeira exibição do curta, o diretor Márcio Kinzeski lembrou que era a quarta vez que fazia um filme com Manoel Magalhães e agradeceu à equipe, técnicos e atores, por se disporem a fazer “cinema de coração”, mesmo sem serem pagos para isso. Magalhães destacou o quanto é difícil fazer cinema no Brasil sem dinheiro, sobretudo no sul e em Pelotas, e também enalteceu a equipe pelo “amor à arte e por aceitarem fazer esse voo com João”. 

O produtor Sérgio Bizarro falou de sua satisfação de “ver uma ideia virar uma coisa física”. “A gente enfrenta muitas dificuldades, mas é indescritível o prazer de ver a obra finalizada”, compartilhou.  

Também estiveram presentes na estreia o fotógrafo Rogério Farias e os atores Roberta Pires e Hakeen Mhucale. Jovem ator e bailarino que interpretou um escravo no curta, Mhucale disse ser “um privilégio integrar a produção, apesar do peso todo dessa narrativa”. Um dos méritos do filme, segundo ele, é a crítica social, já que salienta “o quanto Pelotas trata mal a sua história e a sua arte”.

Um grupo de estudantes do Senac aguardava, do lado de fora, para assistir a segunda sessão do filme, com entrada franca. A estreia integrou a programação da 47ª Feira do Livro de Pelotas, que teve apoio da Secretaria de Cultura (Secult), que viabilizou o equipamento técnico, e da Universidade Federal de Pelotas, que cedeu a sala para a exibição.  

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