Simsapel e Prefeitura discutem reajuste

Por Divulgação 19-06-2007 | 00:00:00
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Dirigentes do Sindicato dos Servidores Municipais de Saneamento Básico de Pelotas (Simsapel), direção do Sanep e o prefeito Fetter Júnior estiveram reunidos ontem (18) no final da tarde na Prefeitura. Por mais de uma hora, Governo e representantes dos cerca de 700 servidores da autarquia discutiram os parâmetros de reposição salarial para a categoria.

Pleiteando alterar a proposta do Sanep de 5,2% de reajuste mais R$ 20,00 no vale alimentação, diretores do Simsapel e o presidente, Jarí Osório, questionaram a possibilidade de reaver perdas, na base de cálculo da categoria, acumuladas desde 2001, quando a reposição da categoria foi desvinculada dos índices do salário mínimo nacional.

Após detalhar todos os investimentos que estão sendo feitos para a autarquia e que em médio e longo prazo deverão melhorar a qualidade dos serviços prestados e fundamentalmente a vida financeira do Sanep, o prefeito Fetter Júnior mostrou o porquê da impossibilidade de atender a reivindicação. “Pedimos a colaboração do Sindicato e queremos continuar contando com a parceria que temos com os servidores”, disse Fetter, explicando que a Prefeitura está trabalhando no limite das receitas e das despesas e se ultrapassar este limite cai na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Este índice que está sendo oferecido nos deixa num limite intransponível. Não posso ser irresponsável e comprometer todos os investimentos e financiamentos em nível federal e que estamos acertando”, finalizou, lembrando que ultrapassar este limite de R$ 420 mil, representaria recolocar a prefeitura no Cadin e Siafi, além de o prefeito correr o risco de ser responsabilizado penalmente.

Sem evolução na negociação, a idéia do Simsapel é a de readequar a proposta para beneficiar os menores salários. “Tendo em vista toda a situação e esta limitação orçamentária imposta pela LRF nos reuniremos para reformular a proposta”, disse o diretor de Divulgação do Sindicato, Paulo Nogueira, adiantando que a tendência é de que se transforme os 5,2% em 4,8% e se transfira os 0,4% restante para o vale alimentação. “Essa proposta será formatada e apresentada à categoria, porque entendemos que esta diferença tanto nos menores salários quanto nos maiores, não seja expressiva, mas no vale alimentação de quem ganha remuneração mínima representa muito”, concluiu.

Na próxima sexta-feira (22), a partir das 11h, a categoria se reúne para avaliar as duas propostas, na sede do sindicato dos Rodoviários, na Senador Mendonça, 160.

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