SME viabiliza visita de Família indígena aos alunos do município
As tradicionais comemorações ao Dia do índio, com crianças pintadas e utilizando cocar, foi substituída por conscientização e revertida em ajuda a tribo de índios Mbyá Guarani, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Joaquim Nabuco. A tribo fica localizada na colônia Maciel e vive em condições precárias. Em vista disso, a Secretaria Municipal de Educação (SME) desenvolve projetos onde uma família M Byá Guarani visitará as escolas da rede municipal e contará sobre como vivem, o que comem, enfim, como funciona a vida do índio na atualidade.
De acordo com a professora da escola, Fabiane Tessmer, a turma de 4ª série, com 40 alunos, foi a primeira a conhecer esta família e após ouvirem as histórias de como vivem, promoveram uma campanha do agasalho. O projeto possibilitou também uma parceria com a Universidade Federal de Pelotas e com a Universidade Católica de Pelotas, que permitirá a construção de novas casas na aldeia, todas planejadas para oferecer o conforto necessário sem destruir a cultura indígena.
Outro projeto previsto pela SME é a alfabetização das famílias indígenas, que para manter a cultura do seu povo não permitem o estudo em colégios normais. Para permitir a alfabetização, sem prejudicar a cultura do povo, a Secretaria enviará um professor que alfabetizará, além de ensinar a história dos outros índios no Brasil. Em troca, a família do patriarca Lourenço, visitará todas as escolas da rede municipal e contará sobre a maneira como vivem.
Durante a conversa de hoje (03), os alunos questionaram a família sobre a alimentação, sobre desde quando vestem roupas de brancos, se são felizes, entre outras questões. E tiveram como resposta que ainda caçam, mas não pescam porque não há peixe, que cultivam na propriedade milho, batata doce e batata inglesa. Lourenço lembrou aos alunos que desde que se lembra usa roupas de branco e disse que apesar da casa alagar e entrar frio a família é muito feliz.
A curiosidade dos alunos fez com que a família falasse sobre os seus nomes em guarani, sobre as festas de aniversário, comemoradas com bolo de milho e vela, além de dizer que cantam músicas tradicionais e que, enquanto fazem seus artesanatos, rezam para que a pessoa que o adquira seja muito feliz e esteja protegida. “Queremos que as crianças conheçam como vivem os índios no Brasil, pois são a história do nosso país”, destacou Fabiane. Ela lembrou ainda que, assim que as casas estiverem prontas, a intenção e levar as crianças para conhecer um pouco da cultura desse povo.