Smed recupera computadores da rede municipal
A Secretaria de Educação e Desporto (Smed) trabalha para otimizar os recursos públicos ao mesmo tempo que reduz o volume de lixo eletrônico na cidade. Uma pequena equipe recebe e avalia os computadores das escolas da rede municipal e tenta utilizar componentes de equipamentos descartados no conserto. O chefe do setor de informática, Vilson Tages, diz que as peças eram compradas. A ação possibilita o aproveitamento de diversos recursos e reduz a preocupação com o descarte indevido, já que lixo eletrônico não pode ser colocado no comum, devido ao alto índice de contaminação que produz. Nesta quinta-feira (28), e equipamentos consertados com peças de descarte foram devolvidos pela primeira vez para uso. Tages diz que os computadores foram recolhidos da Emef Mário Meneghetti, sem previsão de quantos poderiam ser recuperados. Para a surpresa dos envolvidos, todos foram consertados. A Smed vai adquirir novas ferramentas, como osciloscópio, estação de solda, soprador térmico e multímetro sonoro, para que o trabalho possa continuar. O investimento é pequeno, se comparado à compra de novas peças ou computadores. Custará em torno de R$ 3 mil, enquanto os kits para substituição da placa-mãe, processador e memória de cada máquina custa cerca de R$ 950. Além do retorno mais rápido para os laboratórios e secretarias, já que não é necessário o processo burocrático para a aquisição de novas peças. Tages explica que é uma alteração na forma de trabalho. O que antes era lixo agora é aproveitado. Um profissional especializado reutiliza componentes das placas-mãe. A equipe é formada por cinco técnicos e um administrativo que são responsáveis pela manutenção de 2,2 mil máquinas. Os oito computadores reinstalados na Mário Meneghetti foram bem recebidos pelos alunos de 5º ano, que testaram o equipamento na chegada. Foi a primeira vez que a turma foi ao laboratório, que voltará a atender toda a escola. A diretora Raquel Veiras diz que há uma professora de Informática pela manhã e outra assumirá, em breve, o turno da tarde. Elas orientarão os alunos, junto com as professoras titulares, nas pesquisas escolares, além dos momentos de recreação que são promovidos para que os estudantes se familiarizem com a tecnologia. Os pequenos escolheram joguinhos para sua estreia no laboratório. Camily, Alex e Sabrina, todos com 11 anos, pareciam empolgados com a novidade. Sabrina nunca tinha usado um computador, mas diz que, com ele, “dá pra pesquisar bastante coisa legal na internet”. Como a matéria preferida dela é Ciências, a maior parte das pesquisas deverá ser sobre animais, mas admite que a preferência é pelos jogos. Camily já usou um computador na casa da tia e diz que irá ao laboratório para pesquisar as “coisas da escola”, pois gosta de fazer os trabalhos. Alex parece ser o mais experiente pois, embora não tenha computador em casa, frequenta uma locadora para jogar. Ele quer usar o da escola para jogar mas, como gosta de Matemática, deve encontrar muitos atrativos.