SMS apresenta proposta para fluxo do PS e hospitais da região

Por Divulgação 18-10-2011 | 00:00:00
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Gestores de instituições de saúde de diversos municípios da região estiveram reunidos, mais uma vez, na tarde desta terça-feira (18), no auditório do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), para tratar de ações que visam desafogar o Pronto Socorro de Pelotas (PSP). Equipe da Secretaria de Saúde de Pelotas (SMS) apresentou uma proposta de fluxo de referência e contrarreferência para o PSP e hospitais da região, que foi bem recebida pelos presentes. “É de fundamental importância que se tenha bem claro este fluxo. Aqueles pacientes que tiverem condições clínicas para remoção, devem ser transferidos aos hospitais de seus municípios de origem ou à instituição mais próxima de sua residência”, comentou a secretária Arita Bergmann. A intenção é aproveitar melhor a capacidade dos hospitais das instituições da região sul e que Pelotas possa disponibilizar de leitos para os casos mais complexos - inclusive os da região -, mas evitar ocupar vagas com pacientes que poderiam ter sido atendidos e tratados em suas cidades de origem. Arita disse que o próximo passo é criar protocolos que definam em que casos os pacientes clínicos ou pediátricos podem ser transferidos. “Esta medida beneficiará tanto o PS quanto os demais municípios, que poderão ser melhor atendidos em casos realmente graves. Trata-se de uma mudança de cultura que nós, gestores, temos que assumir com nossos prestadores”, destacou a secretária. Durante a reunião, o diretor administrativo do PSP, Régis Pinto e Silva, relatou uma experiência que tem sido posta em prática desde a última reunião dos gestores, com este mesmo fim, ocorrida no final de setembro, e que tem contribuído para a liberação de mais leitos. “É uma ação muito simples, mas eficaz. Colocamos uma assistente social a percorrer leito a leito, conversando com as famílias, para averiguar sua procedência. Logo ela conversa também com o enfermeiro, para conhecer a situação clínica do paciente. No momento em que sabe, pelo enfermeiro, que a situação do paciente é estável e ele pode ser removido para o hospital de sua cidade de origem, ela agiliza, com o próprio médico, a transferência do paciente. A atuação da assistente social, profissional qualificado para este tipo de função, é fundamental para que o sistema funcione bem. Esta prática nos permitiu remover mais de vinte pacientes, nestas três semanas”, conta Silva. Quanto à regulação dos leitos, duas alternativas foram apresentadas aos presentes. Uma delas sugere que a tratativa seja feita diretamente de instituição a instituição – ou seja, o PSP contataria o hospital da cidade de origem do paciente para verificar a viabilidade da transferência. A outra aponta a 3ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) como responsável pela regulação – a instituição já regula os leitos de saúde mental. As representantes da 3ª CRS informaram que este tipo de decisão deve ser tomado na reunião da Comissão de Intergestores (Cogere), mas disseram que pretendem adiantar um estudo de RH para avaliar a possibilidade de assumir também este serviço. Também foi informado aos presentes que foi criado um formulário, que logo será distribuído às instituições, no qual deverão constar os dados do paciente, procedência (cidade de origem) e situação clínica, a fim de facilitar os trâmites e agilizar as possíveis transferências. Participaram da reunião, representantes dos hospitais HUSFP, Santa Casa de Misericórdia e Beneficência Portuguesa, de Pelotas; e de instituições de saúde de Arroio Grande, Canguçu, Rio Grande, Jaguarão, Pedras altas e Piratini. A próxima reunião ficou marcada para dia 26 de outubro, às 11h, no mesmo local. Até lá, o grupo técnico, formado por representantes da Assedisa Regional, 3ª CRS, SMS de Pelotas, representantes dos hospitais de Pelotas e gestores da região, deve esmiuçar as propostas.

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