SMS identifica larva do aedes aegypti no Simões Lopes

Por Divulgação 21-10-2009 | 00:00:00
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A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) identificou na manhã de hoje (21) uma larva do aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, em uma empresa no bairro Simões Lopes. A equipe da Vigilância Ambiental do Departamento de Vigilância em Saúde da SMS intensificou as ações, seguindo o protocolo da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Os funcionários já estão no local fazendo o mapeamento, verificação de toda a área e ainda hoje à noite será aplicado o “fumacê”.

A equipe, com cerca de 40 pessoas, divide-se em grupos e percorre, diariamente, os bairros da cidade à procura de larvas. Com a descoberta da larva, todo o trabalho se concentrará no bairro. A partir de amanhã (22) todas as residências, num raio de 300 metros da empresa, serão visitadas pela equipe.

O secretário da SMS, Francisco Isaías, pede o apoio dos moradores para que permitam o acesso dos funcionários da vigilância – que usam uniforme e crachá – às residências, para que verifiquem a existência de larvas. No caso de ser encontrada alguma larva nas residências, as famílias receberão o tratamento adequado.

De acordo com o médico veterinário, coordenador da Vigilância Sanitária, Paulo Teixeira, o raio de 300 metros é estabelecido em função da biologia da fêmea do aedes, que pode se deslocar neste espaço. Isaías enfatiza que não é necessário pânico em relação à dengue. Embora o mosquito seja transmissor, é preciso que haja uma pessoa com a doença e que ela seja picada para que o mosquito possa transmiti-la. Além de não ter sido encontrado nenhum mosquito adulto, apenas a larva, não existe nenhum caso da doença no município para que o ciclo seja desencadeado. Uma das possibilidades sobre a origem da larva é que ela tenha vindo junto com os equipamentos comprados do centro do país, já que os ovos sobrevivem por anos e eclodem em contato com a água.


O Mosquito

O Aedes aegypti é menor que os mosquitos comuns, é preto com pequenos riscos brancos no dorso, na cabeça e nas pernas. Suas asas são translúcidas e o ruído que produzem é praticamente inaudível ao ser humano. O macho alimenta-se exclusivamente de frutas. A fêmea necessita de sangue para o amadurecimento dos ovos que são depositados separadamente nas paredes internas de objetos, próximos a extensas superfícies de água limpa, local que lhes oferece melhores condições de sobrevivência. Mesmo quando a água seca, os ovos não morrem e eclodirão ao primeiro contato com a água.

As fêmeas preferem o sangue humano como fonte de proteína ao de qualquer outro animal vertebrado. Em geral, escolhem pés e tornozelos porque voam baixo. Atacam de manhãzinha ou ao entardecer. Sua saliva possui uma substância anestésica, que torna quase indolor a picada. Tanto as fêmeas quanto os machos abrigam-se dentro das casas ou nos terrenos ao redor.


Algumas medidas simples podem ser tomadas individual e coletivamente para auxiliar na erradicação do Aedes aegypti:

• Vasos de flores ou plantas - a vasilha que fica sob o vaso para recolher a água excedente deve ser mantida seca. Uma boa medida é enchê-la com areia até a borda. A água dos vasos com flores deve ser trocada a cada 2 ou 3 dias;

• Pneus velhos - devem ser furados para eliminar a água que eventualmente se acumule, guardados em lugar coberto ou jogados fora;

• Caixas d'água - devem ser lavadas periodicamente e tampadas durante todo o tempo;

• Piscinas - o cloro da água das piscinas deve estar sempre no nível adequado;

• Garrafas vazias - devem ser guardadas de cabeça para baixo, em lugares cobertos e as tampas jogadas fora em sacos de lixo;

• Recipientes descartáveis (copos, pratos, travessas, etc.) - devem ser colocados em sacos de lixo para serem recolhidos pelos lixeiros;

• Lixo - nunca deve ser jogado em terrenos baldios, ou nas ruas e calçadas. Além disso, as latas de lixo devem estar sempre tampadas e limpas;

• Bebedouros de animais - precisam ser lavados e a água trocada sistematicamente;

• Depósitos de água - quaisquer que sejam os tipos e a finalidade a que se destinam, se não for possível prescindir deles, devem ser mantidos limpos e tampados com segurança;

• Bromélias - algumas plantas armazenam água entre suas folhas e podem tornar-se eventuais criadouros dos mosquitos. Entre elas, destacam-se as bromélias cujo cultivo é comum nos jardins e residências. Eliminá-las não resolveria o problema da dengue e poderia afetar o equilíbrio ecológico.

(fonte: http://www.drauziovarella.com.br)

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