Talude deverá proteger figueiras do Balneário dos Prazeres

Por Divulgação 18-08-2009 | 00:00:00
Tags:


Elaborado em parceria pela Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA) e a Unidade Gerenciadora de Projetos (UGP) da prefeitura, o projeto de construção de um talude para proteção de figueiras do Balneário dos Prazeres será executado após o desmembramento das verbas do Fundo Municipal do Meio Ambiente. Embora o planejamento esteja pronto, informa o titular da SQA, Matheus Lopes, a liberação do capital depende do processo de contabilidade.

“Embora os recursos sejam de naturezas diferentes, estão somados. Precisamos desmembrá-los”, esclarece Lopes. Exemplos são as verbas de licenciamento ambiental, de multas que derivam do cometimento de infrações ambientais, de condenações ambientais e de taxas de utilização, como uso de áreas verdes. Conforme a assessora da área econômica da UGP, Ana Sena, seguindo diretriz do coordenador geral, Jair Seidel, em abril a Unidade fez uma vistoria técnica in loco na área e posterior levantamento de material necessário à concretização da obra.

O muro de pedras, detalha a funcionária da UGP, será suficiente para acabar com a força das ondas porque, ao conter o solo, resguarda as figueiras danificadas pelo avanço das águas da Lagoa dos Patos. O segundo passo, explica o secretário da SQA, é a recuperação da orla com areia, terra e vegetação nativa. “A solução é fruto de um trabalho de pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande, a Furg”, afirma Matheus Lopes.

De acordo com o projeto, o talude, capaz de impedir ainda que a terra seja arrastada para a lagoa, terá 30 metros de extensão por dois metros de altura. “As árvores, que são símbolos da praia popularmente chamada como ‘Barro Duro’, não podem mais sofrer com a erosão principalmente por pertencerem ao patrimônio público do Município”, frisa o titular da SQA, referindo-se também ao aspecto turístico de Pelotas.

Depois da resolução das questões contábeis do Fundo, ficará como pendência a apreciação e o esperado parecer favorável do Conselho Gestor do Fundo, indispensável à liberação do início das empreitadas. O Ministério Público Estadual, relata Lopes, também se manifestou em acordo com a solução encontrada pela administração municipal, reforçando que o problema é histórico na localidade.

Alt+1 (conteúdo) • Alt+2 (menu)
Alt+3 (busca) • Alt+4 (rodapé)