Tarifa do transporte coletivo reajustada em R$ 0,15
Depois das negociações entre empregados e empresários do setor do transporte coletivo - que evitou a deflagração de greve - e das avaliações dos itens que compõem as planilhas de cálculos, o executivo municipal publica amanhã (sábado) o Decreto 5.130/08 que reajusta o valor da tarifa do transporte coletivo em R$, 0,15. A tarifa passa dos atuais R$ 1,85 para R$ 2,00, determinando 8,11% de reajuste. Os novos preços passam a vigorar a meia-noite de sábado para domingo. As linhas que disponibilizam o transporte coletivo seletivo terão valor máximo de R$ 2,75. Para as linhas do transporte interdistrital (Colônia) também vigora o mesmo percentual de reajuste com os valores das passagens de acordo com as distância e localidades percorridas.
O decreto assinado pelo prefeito Adolfo Antonio Fetter, sobre o reajuste das tarifas do transporte coletivo no município, mereceu estudos e avaliações, de modo a assegurar o menor preço possível ao usuário sem comprometer o equilíbrio financeiro que mantém o funcionamento do sistema de transporte coletivo com um serviço de qualidade. A prefeitura manteve o índice de 2007, quando a tarifa também foi reajustada em R$ 0,15 no total, ainda que em duas parcelas.
A definição dos novos valores levou em consideração diversos fatores, como o cálculo dos custos elaborado pela Secretaria de Segurança, Transporte e Trânsito (SSTT), o acordo salarial praticado entre empresas e funcionários e a relação dos insumos calculada e apresentada pelos transportadores, bem como os índices médios observados nos municípios de porte semelhante no Estado. Considerando que esses municípios geralmente concedem reajuste da passagem no primeiro semestre do ano, a tendência é a de que suas respectivas tarifas continuem mais elevadas ou semelhantes ao município – cujo próximo reajuste será só em dezembro de 2009. A partir disso, Pelotas continuará com uma das menores tarifas do Rio Grande do Sul.
A exemplo de anos anteriores, o reajuste é determinado a partir da revisão da planilha de custos para o cálculo tarifário que tomam por base médias de reajustes dos principais insumos do setor. De acordo como dados levantados pela SSTT, no último ano foi registrado aumento em componentes da frota como chassi e carrocerias que subiram mais de 20%, assim como o óleo diesel 11% mais caro, neste período, essencialmente nos últimos três meses em função da recessão econômica mundial.
Segundo o secretário de Transporte e Trânsito, Jacques Reydams, o sistema de transporte registrou no último ano um equilíbrio em termos da relação custo-benefício: “Algumas linhas tiveram sua quilometragem ampliada em virtude dos novos loteamentos, os espaços entre horários foram diminuídos, apesar do Índice de Passageiros por Quilômetro (IPK) também ter reduzido”, disse Jacques, ressaltando que esses critérios sempre influenciam nos cálculos.