Técnicos analisam peça encontrada na Tablada
Desde o final da tarde de ontem (6), a Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA), Polícia Ambiental e Vigilância Sanitária estão trabalhando para identificar se uma peça, parte de um aparelho de Raio X, encontrada na casa de um reciclador, na Cohab Tablada, oferece riscos de radioatividade. Fotos e características da peça foram enviadas à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), em Porto Alegre para análise do material.
Depois de ter sido identificada a situação, pela Guarda Municipal, a SQA foi acionada na tarde de ontem e imediatamente levou o caso ao conhecimento do órgão nacional, com sede em Porto Alegre. “Juntamente com a 3ª Cia Ambiental localizamos a residência onde estava a peça e encaminhamos as fotos do material ao CNEN. O material foi identificado como parte de um aparelho de Raio X e num primeiro momento não ofereceria riscos”, disse o secretário de Qualidade Ambiental, Mateus Lopes.
Ainda conforme ele, o trabalho concentra esforços para obter o mais rápido possível um parecer técnico sobre o equipamento. “Mesmo a SQA não tendo um profissional da área, estamos envolvidos na construção de uma solução e estamos em contato direto com os órgãos especializados, porque a possibilidade de haver algum componente tóxico existe”, reiterou Lopes, explicando que, enquanto aguarda um parecer do CNEN, a peça será previamente avaliada por uma técnica da Vigilância Sanitária de Pelotas. A casa onde está o material, na Cohab Tablada permanece isolada pela Polícia Ambiental.
A Vigilância Sanitária irá ao local com uma técnica que detém conhecimentos de radiologia para fazer uma análise prévia do equipamento e estudar os procedimentos que serão adotados.
Como apareceu o aparato
A peça, que aparenta ser uma espécie de filtro de uma aparelho de Raio X, estava com o reciclador Valdecir Maia, de 43 anos, que trabalha com coleta de materiais para reciclagem. “Há um mês, mais ou menos, estou com esta peça e ontem meu cunhado disse que poderia ser perigoso porque é de Raio X, então resolvi falar pra Guarda”, comentou Maia, detalhando que o equipamento foi dado a ele, para negociar, por um rapaz do bairro que o teria recebido do dono de um consultório médico, no qual trabalhava.
De acordo com a Polícia Ambiental, o fato agora aguarda parecer técnico e será registrada a ocorrência. “Estamos fazendo as diligências para identificarmos a procedência da peça, se for confirmado que existe algum produto tóxico ou radioativo, os envolvidos responderão civil, criminal e administrativamente por crime de poluição ambiental”, explicou a sargento Cruz da 3ª Cia.