Tomate e batata são vilões do aumento do cesto básico
Os 54 produtos do Cesto Básico, pesquisado pelo Procon de Pelotas, órgão vinculado à Prefeitura, sofreram o aumento de 1,14% no mês de abril em relação a março passado. O índice representa, segundo o levantamento mensal do Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor na cidade, um desembolso de R$ 7,72 a mais pelas mesmas mercadorias. O custo do mês passado chegou, em Pelotas, a R$ 684,44, enquanto que o de março totalizou R$ 676,72.
Os maiores vilões da elevação registrada foram o tomate e o seu derivado – a massa industrializada –, que bateram, respectivamente, as marcas de 83,33% e de 40,46%. A “mesa” do pelotense também ficou mais cara por conta dos aumentos significativos da batata inglesa, da cebola e do leite tipo C, alimentos consumidos diariamente.
Produtos mais baratos
De acordo com a pesquisa, os consumidores encontraram alface, erva-mate, feijão preto, farinha de trigo e presunto magro fatiado mais baratos do que em março. Os índices de redução oscilaram entre 8,43% e 17,39%. No período, informa a responsável pela pesquisa mensal na cidade, Nóris Fonseca Finger – que também é chefe do Serviço de Educação ao Consumidor do órgão –, quatro produtos estiveram à venda pelo mesmo preço de março: farinha de mandioca, massa com ovos, gás de cozinha e cigarro.
Economista doméstica há mais de 15 anos, Nóris justifica a presença de fumo na lista: “Seguimos as regras da Fundação Getúlio Vargas, com base na pesquisa feita pelo Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas (IEPE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs)”. O levantamento, afirma a chefe do Serviço, elencou durante dois anos as mercadorias mais mencionadas pelos consumidores.
O estabelecimento mensal do custo do cesto básico – analisa a pesquisadora – fornece uma visão mais detalhada do “comportamento” dos valores no varejo, já que é expresso em moeda corrente. Os grupos de alimentos, higiene pessoal e doméstica, fumo e combustíveis, além de serem apontados pelos compradores, respondem pelos maiores gastos de todas as despesas das famílias.
Aumento do valor da Ração Essencial
A Ração Essencial, composta dos 13 produtos determinados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e que devem atender as necessidades de uma pessoa por um mês, apresentou o primeiro aumento do ano. O valor passou de R$ 139,84, registrados em março, para R$ 147,77 em abril. O percentual, segundo Nóris, foi de 5,67%: corresponde a R$ 7,93.
Adotar a comparação frequente dos preços de diversos itens nos estabelecimentos comerciais e optar por frutas, legumes e verduras da estação, cujos nutrientes sejam similares aos mais caros, é uma das sugestões da educadora do Procon. A intenção, na avaliação de Nóris, consiste em economizar, sem deixar de levar os produtos necessários para casa, e fugir das elevações originadas pela sazonalidade.
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PRODUTOS CUJOS PREÇOS SOFRERAM AUMENTO:
TOMATE: 83,33%
MASSA DE TOMATE: 40,46%
BATATA INGLESA: 38,57%
CEBOLA: 22,77%
LEITE TIPO C (litro/saco) 17,32%
PRODUTOS CUJOS PREÇOS SOFRERAM REDUÇÃO:
ALFACE : -17,39%
ERVA PARA CHIMARRÃO: -14,68%
FEIJÃO PRETO: - 8,61%
FARINHA DE TRIGO: - 8,43%
PRESUNTO MAGRO FATIADO: - 8,29%