Trotes sobre animais acidentados causam prejuízo
A prática causa transtornos e gera preocupação na prefeitura
Tem sido crescente a prática de trote aos telefones da Prefeitura, denunciando a existência de animais soltos ou vítimas de acidentes em via pública.
Quem informa é o diretor da secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura (SSUI), Flávio Ferreira, que relata o ocorrido na última quarta-feira (7), quando a vítima teria sido um cavalo atropelado no Laranjal e que necessitava de atendimento rápido. "Já passava das 17h, horário em que o Hospital Veterinário da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) não recebe mais animais para atendimento mas, mesmo assim, a secretaria solicitou apoio aos atendentes e enviou resgate ao local, quando foi constatado que a denúncia tratava-se de mais um trote", disse.
O diretor alerta que seja evitado esse tipo de prática, pois onera os cofres públicos e diminui a eficiência das equipes, que poderiam estar envolvidas entre outras ações. "O deslocamento de profissionais e materiais para atendimento de situações inverídicas, além de causar prejuízos, gera transtornos aos médicos veterinários da UFPel que são acionados para o procedimento", esclarece.
Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado é crime previsto no artigo 340 do Código Penal, que trata da comunicação de fato sabidamente falso para autoridades. A penalidade varia entre detenção e multa.