Estado confirmou nesta semana as primeiras mortes por H1N1. Vítimas são dois idosos de 71 e 79 anos, moradores de São Gabriel e Barra do Ribeiro

Vacinação contra a gripe: apenas 50% do público-alvo é imunizado em Pelotas

Estado confirmou nesta semana as primeiras mortes por H1N1. Vítimas são dois idosos de 71 e 79 anos, moradores de São Gabriel e Barra do Ribeiro

Por Autor desconhecido 17-05-2019 | 15:25:13
Tags: vacinação contra gripe , campanha , saúde , imunização , sms

Pelotas continua entre as cidades com menor índice de vacinação contra a gripe do Estado. Até quinta-feira (16), 62.913 mil doses da vacina haviam sido aplicadas na cidade, ultrapassando a marca de 50% de pessoas vacinadas, número muito abaixo da expectativa para o município. 

Por aqui, o objetivo é imunizar 95% do público-alvo, que é de 125.606 pessoas. Trabalhadores da saúde, crianças de seis meses a menos de seis anos e doentes crônicos estão dentre os usuários com menor procura.  

Um dos diferenciais da campanha desse ano, que vai até o dia 31 de maio, é que os profissionais responsáveis pela vacinação estão aproveitando a oportunidade para verificar e recomendar a atualização, se necessário, da Caderneta de Vacinação de crianças e gestantes. A estratégia visa resgatar os não vacinados e aumentar a cobertura vacinal em ambos os públicos, que têm caído progressivamente.  

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Pessoas com mais de 60 anos, doentes crônicos, trabalhadores da saúde, professores, gestantes, crianças de seis meses até seis anos incompletos e demais usuários incluídos no universo de vacinação podem procurar uma das UBSs do município ou o Centro de Especialidades para receber a dose. 

Mortes no Estado 

Na quarta-feira (15), a Secretaria Estadual da Saúde (SES) confirmou os dois primeiros casos do ano de morte por undefinedno Rio Grande do Sul. As vítimas são dois idosos, de 71 e 79 anos, moradores dos municípios de São Gabriel eundefined, respectivamente. Ambos não haviam sido imunizados contra a gripe, pois haviam contraído o vírus antes do início do período para vacinação de idosos.

Veja o andamento da vacinação

Crianças de 6 meses a menor de 6 anos

Público-alvo: 21.141 | Vacinados: 9.277

Trabalhadores da Saúde  

Público-Alvo: 18.920 | Vacinados: 6.449

Gestantes

Público-alvo: 3.194 | Vacinados: 1.637

Puérperas  

Público-alvo: 525 | Vacinados: 366

Indígenas

Público-alvo: 72 | Vacinados: 83

Idosos

Público-alvo: 49.940 | Vacinados: 29.048

Comorbidades

Público-alvo: 29.254 | Vacinados: 12.088

Professores

Público-alvo: 2.560 | Vacinados: 1.852

Demais públicos*

Público-alvo: 2.500 | Vacinados: 2.113

*Policiais, funcionários do sistema prisional e apenados

Mitos e verdades*

- Posso pegar gripe após tomar a vacina?

Não. Segundo o Ministério da Saúde, a vacina da gripe é feita com o vírus morto. Ou seja, não há a possibilidade dele atacar o organismo. O que normalmente acontece é que, como a vacina da gripe é aplicada durante o outono e inverno - período de maior circulação do vírus causador - é também comum que outros tipos de vírus, que não os que constam na vacina, causem a doença.

Com isso, tem-se a impressão de que foi o imunizante que levou aos sintomas, mas na verdade foi outro tipo de infecção. Um outro ponto é que a vacina contra a gripe, além se ser produzida por um vírus inativado, é dividida em subunidades. Ou seja, na verdade, a vacina não possui o vírus inteiro, mas sim pequenas partículas do patógeno 100% inativas. 

- A vacina está disponível gratuitamente para todos?

Não. Na rede pública, a vacina está disponível somente para pessoas em situação de maior vulnerabilidade. São elas:

  • Crianças de 6 meses a 6 anos incompletos; 
  • Gestantes e puérperas (mães que deram à luz há menos de 45 dias); 
  • Idosos; 
  • Profissionais de saúde, professores da rede pública ou privada, portadores de doenças crônicas, povos indígenas e pessoas privadas de liberdade;
  • Portadores de doenças crônicas (HIV, por exemplo) que fazem acompanhamento pelo SUS também têm direito á vacinação gratuita; aqueles que não têm cadastro, devem apresentar prescrição médica para acesso ao imunizante. 

- É preciso tomar a vacina todos os anos?

Sim. Isso acontece por dois motivos. Primeiro, porque a imunidade da vacina se mantém por um período de aproximadamente 12 meses. Segundo, porque a cada ano há vírus diferentes, que causam diferentes tipos de gripe, e a vacina é produzida a partir dos vírus que estão mais propensos a aparecer durante o período de vacinação.

- Gripe e resfriado são doenças diferentes?

Sim. Embora os sintomas sejam muito parecidos, os vírus que causam a gripe e o resfriado são diferentes. A gripe é uma doença mais grave, que causa febre alta, dores musculares, dor de cabeça, dor de garganta e exige mais cuidados para não evoluir para uma pneumonia. Já o resfriado é mais brando e dura menos tempo. 

*Fonte: Ministério da Saúde
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