Vigilância alerta para cuidados na hora de preparar a ceia
Prevenção começa no momento de comprar os alimentos, passa pela elaboração e chega à forma de armazenamento e consumo
Fim de ano é sinônimo de "comilança" para muitas famílias e, por isso, é preciso muito cuidado na hora de comprar e preparar os alimentos da ceia. Para garantir uma festa da virada longe do hospital, a Prefeitura, por meio da Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde (SMS), organizou uma série de dicas que podem evitar casos de doenças transmitidas por alimentos. O departamento lembra que, no verão, a ocorrência de surtos é mais comum, devido ao aumento da temperatura.
Casos no RS e sintomas
Só em novembro de 2019, o Rio Grande do Sul registrou 232 casos de enfermidades alimentares, somando 1.226 registros desde janeiro. Os principais sintomas incluem diarreia, vômitos, febre e dor de cabeça, e estão relacionados ao processamento e à conservação inadequada, além de intervalos de tempo longos entre o preparo e o consumo. Também é importante conhecer a procedência dos produtos adquiridos, como carnes, embutidos, laticínios, ovos e mel.
O ideal é comprar os ingredientes da ceia em estabelecimentos registrados nos órgãos da Agricultura. Outra forma de comprovar a origem é observar os rótulos em busca dos carimbos do Serviço de Inspeção Federal (SIF), Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal (CISPOA) e do Serviço de Inspeção Municipal (SIM). Deve-se ficar atento, ainda, à integridade das embalagens, o prazo de validade, a forma e a temperatura de conservação.
Preparo seguro*
- Sempre higienizar as mãos antes de manipular os alimentos.
- Não misturar carnes, hortifrúti e frutas cruas com os que estiverem cozidos. Ao cortar um frango cru, por exemplo, deve-se higienizar muito bem a faca e a tábua, antes de utilizá-las novamente com outro gênero, porque as bactérias podem ser transferidas para o que já foi ao forno ou ao fogão e, assim, recontaminá-lo – este processo é chamado de contaminação cruzada.
- Proteger ingredientes de vetores e pragas (moscas, abelhas, baratas, ratos, entre outros), por meio da utilização de lixeiras com tampas, telas nas janelas e portas, porque eles transportam micro-organismos aos outros itens, infectando-os.
- Os ovos utilizados em preparos devem obedecer a alguns critérios: estarem limpos, íntegros e com registro no órgão de Agricultura competente – SIF, CISPOA ou SIM. Também é preciso observar o prazo de validade, sem esquecer que é melhor consumir ovos com gema dura e não usar unidades cruas em preparações, destacando-se a maionese caseira.