Vinculação do Porto de Pelotas a SUPRG é discutida na Prefeitura
Ao receber, na tarde de hoje (6), o diretor da Superintendência de Portos e Hidrovias do Rio Grande do Sul (SPH), Gilberto Teixeira da Cunha, o prefeito Adolfo Antonio Fetter foi informado que a pauta da vinculação da direção do Porto de Pelotas à Superintendência do Porto de Rio Grande (SUPRG) foi levada ao Conselho Superior da instituição. O Conselho da Autoridade Portuária (Cap) pretende deslocar o comando de Porto Alegre, sede da SPH, para o órgão administrador da cidade vizinha.
Questionado por Fetter, Cunha, que também estava na companhia do administrador do porto local, Paulo Ricardo Morales, afirma a inexistência de planejamento ou estudo de impactos da possível transferência. A discussão, enfatiza Cunha, nasceu em reunião recente do Cap – no qual a Prefeitura tem assento – e chegou ao Governo Estadual somente como uma espécie de carta de intenções. “E não como um projeto específico”, frisa o diretor-superintendente da SPH.
Sobre a ligação ao SUPRG, a pergunta que não quer calar, segundo Gilberto Cunha, é: “Quais são as vantagens, em termos de metas e obtenção de recursos, além das conseqüências econômicas para Pelotas?” Em consonância com o diretor-superintendente, Fetter diz que, independentemente da deliberação política final, “há de se considerar o potencial do município para pertencer ao almejado projeto naval”. O chefe do Poder Executivo de Pelotas elencou as facilidades de acesso, das infraestruturas hoteleira e imobiliária, de comercialização e de disponibilização de mão-de-obra qualificada nos seus próprios limites territoriais.
A alegação do Cap, em seus debates iniciais, é diminuir a burocracia nas transações ao delegar, à Superintendência do Porto de Rio Grande, a direção das ações logísticas e de operacionalização das atividades. O debate que levará à decisão final, na avaliação de Fetter, tem de transpor a ansiedade, pautar-se em um plano detalhado, com prós e contras, e considerar a captação de aporte de capital, bem como o aspecto orçamentário. Cunha faz coro ao prefeito ao acentuar as implicações políticas e econômico-financeiras da condução temerária, por ser desprovida de planejamento, de temas controversos, relativos a políticas públicas.