Visa orienta para evitar surto alimentar comum nesta época do ano

Por Divulgação 29-12-2015 | 00:00:00
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A chegada das festas de fim de ano e o preparo de delícias para as ceias requerem alguns cuidados na manipulação dos alimentos, para que tudo transcorra de maneira segura e se evite ao máximo os surtos alimentares - mal-estar provocado em duas ou mais pessoas que ingeriram o mesmo alimento. A Vigilância Sanitária (Visa) alerta que eles não devem ser confundidos com viroses e muito menos serem tratados com displicência – e devem ser notificados nos serviços de Vigilância Epidemiológica e Sanitária, pois fazem parte de estatísticas mundiais de controle de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs). As estatísticas mostram que a maior incidência de surtos alimentares acontece em eventos domésticos e familiares. A Visa destaca que ao preparar os pratos é importante ter cuidado prioritário com os seguintes itens: Seleção dos ingredientes Todos devem ter procedência comprovada e estar dentro dos prazos de validade informado pelos fabricantes; cuidado com os produtos de ofertas que, às vezes, podem estar com prazo vencido e oferecer risco à saúde. Temperatura dos alimentos A temperatura dos produtos resfriados postos à venda devem ser mantidos em temperatura igual ou menor a 5ºC. Alimentos congelados devem ser mantidos a temperaturas iguais ou menores que 18ºC; alimentos quentes (buffets, salgadinhos e assemelhados) se vendidos quentes devem estar em temperatura igual ou maior que 60ºC; alimentos cozidos que vão ser servidos mais tarde ou até mesmo frios deverão ser resfriados imediatamente ou não ficarem mais que 2 horas à temperatura ambiente. As temperaturas entre 5ºC e 60ºC representam elevadíssimo risco na conservação de alimentos pois é o intervalo de temperatura que permite maior crescimento de micro-organismos. Contaminação cruzada Chama-se assim, toda manipulação que permita contato de um alimento contaminado com outro alimento já preparado pronto para ser servido e que, principalmente, não sofrerá mais tratamento térmico. Esta contaminação pode acontecer, por exemplo, se você for cortar uma carne assada com faca ou em algum utensílio que tenha sido utilizado para cortar ou descascar alimentos crus e não higienizados. Hortaliças e frutas devem ser higienizadas em soluções cloradas. Estas soluções podem ser preparadas em casa, utilizando uma colher de água sanitária para cada litro de água, onde estes alimentos podem ser mergulhados por 15 minutos e após, enxaguados. Nesta mesma solução podem ser mergulhados todos os utensílios utilizados para o preparo de alimentos, desde colheres, facas, garfos e pranchas de cortes. Outro item que merece extremo cuidado na manipulação de alimentos são os esfregões e outros panos utilizados nesta área. Eles devem ser extremamente limpos para garantir que não estejam contaminando os alimentos e utensílios ao invés de limpá-los e higienizá-los. Higiene dos manipuladores A higiene constante das mãos (unhas curtas, limpas e sem esmaltes, mãos sadias/sem machucados ou afecções) principalmente quando trocar de atividade ou utilizar sanitários, uniforme de cor clara e limpo, que inclua cobertura que proteja totalmente os cabelos, ausência de adornos (brincos, anéis, alianças, pulseiras, piercings), etc., que possam se misturar aos alimentos. Aproveitamentos Alimentos que ficarão para consumo no dia seguinte não deverão ser expostos à temperatura ambiente mais que duas horas, devendo ser refrigerados sem exceção e observarem os cuidados já citados para prevenção de contaminação cruzada. Toda carne que for aproveitada em formato diferente ao original (fatiados, picados, refogados, carreteiros e similares) deverão ser manipulados com cuidado e sempre aquecidos acima de 65ºC.

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