Xavabanda mostra sua garra em desfile apaixonado
Assim como o clube de futebol para o qual dedicam sua paixão, os integrantes da Xavabanda não desistem frente às adversidades. Mesmo depois da forte chuva que desabou sobre Pelotas durante toda a tarde de quinta-feira, e que obrigou as outras entidades a cancelarem seus desfiles, a Banda se manteve firme, comprovando a característica garra Xavante. Eram pouco mais de 23h quando os tambores começaram a soar, e os componentes do bloco deram seus primeiros passos na passarela do samba de Pelotas. Vencida, a chuva deu uma trégua para a Xavabanda passar.
Estrela única da terceira noite da Doce Folia pelotense, a banda não decepcionou os milhares de foliões que saíram de casa na noite úmida de quinta exclusivamente para prestigiá-los. Músicas para todos os gostos, pessoas de todas as idades, sexos e raças foram a marca do desfile. Cores, entretanto, eram apenas duas: o rubro e o negro.
O desfile foi aberto pelos sete jovens da comissão de frente – seis meninos e uma menina –, que deram um show misturando a coreografia ensaiada com alegres improvisos. Atrás deles a porta bandeira levou para a passarela o símbolo do Grêmio Esportivo Brasil.
O carro alegórico com o mascote do time – o índio – trazia também a lembrança do trágico acidente automobilístico sofrido pelos integrantes do Brasil em janeiro. Em três fotos em tamanho natural Cláudio Milar, Régis e Giovani Guimarães entraram na passarela do samba. Sobre eles, uma frase dizia tudo: “Quem luta o bom combate não morre, descansa”.
E foi guiada por essa mensagem de paixão por seus ídolos que a Xavabanda seguiu pela passarela. Centenas de integrantes com a camiseta da banda pularam sem parar durante as quase duas horas de desfile. Periodicamente, o silencio entre uma música e outra era invadido pelos gritos de “Rubro Negro”. Alegria, paixão e paz andaram juntas no desfile que comprovou aos pelotenses que a garra da torcida Xavante segue intacta.