‘ZOOando na Escola’ alerta sobre riscos da raiva
Atividade educativa na Emef Nossa Senhora das Dores reforçou a importância de vacinar animais domésticos anualmente
Teatro com fantoches, brincadeiras e descontração marcaram a atividade educativa na Escola de Ensino Fundamental (Emef) Nossa Senhora das Dores, na Cohab Tablada, que alertou sobre os riscos da raiva, seus principais sintomas e métodos de prevenção. A ação, promovida na manhã desta quarta-feira (26), integra a série de práticas propostas pelo Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde (SMS) nesta semana. As atividades são alusivas ao Dia Mundial de Luta Contra a Raiva, celebrado dia 28 de setembro.
Fotos: Marcel Ávila
Cerca de 20 alunos das turmas de 4º ano receberam material informativo e ouviram a palestra da bióloga Anna Beatriz Chaffe, do Centro de Controle de Zoonoses, que explicou a forma de transmissão, os sintomas – tanto nos animais quanto nos humanos – e a maneira de evitar a doença. A ação foi realizada pelo projeto ‘ZOOando na Escola’.
A raiva é uma doença viral que atinge o sistema nervoso dos mamíferos, não tem cura e é fatal. É transmitida pela saliva de um animal infectado, por isso, é extremamente importante vacinar nossos cachorros e gatos todos os anos”, alertou Anna Beatriz.
A bióloga reforçou a necessidade de manterem-se afastados dos morcegos – principal animal silvestre transmissor da raiva – e explicou que a doença é passada para seres humanos a partir da saliva de animais infectados, através de mordidas, lambidas e arranhões.
Os sintomas
Nos animais, alguns dos indícios da raiva são a salivação, alteração do comportamento, sensibilidade excessiva à luz e paralisia muscular. Já nos humanos, os sintomas evidenciam dor de cabeça, sensação de angústia, sensibilidade à luz, ao som e ao toque, convulsões e paralisia dos músculos, por exemplo.
“Não se deve matar um animal pela suspeita da doença. Ele deve ser isolado e o Centro de Controle de Zoonoses acionado para a verificação”, informou a bióloga. Anna Beatriz salientou que os morcegos também não devem ser mortos, já que são importantes para o ecossistema, atuando como polinizadores, insetívoros e recuperam florestas degradadas.
De acordo com a profissional, o verão é a época em que estes mamíferos migram novamente às cidades, portanto, o cuidado precisa ser redobrado. A instrução é não tocar nos animais, já que o manejo deve ser feito por técnicos habilitados, além de limitar o acesso de cães e gatos a ambientes onde podem ser encontrados morcegos.
Veja mais ações previstas para a prevenção à raiva, nesta semana, aqui. O Centro de Controle de Zoonoses atende no telefone (53) 3284-7731.