Defesa Civil abastece o Banco de Materiais

Por Divulgação 03-05-2017 | 00:00:00
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A Defesa Civil segue arrecadando sobras de obras para abastecer o Banco de Materiais, que será utilizado por famílias em situação de vulnerabilidade que tenham perdido suas casas ou estejam sob risco. O objetivo é contribuir na conquista de moradias dignas. O projeto é uma parceria com a Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária (SHRF) que já trabalha no cadastro das famílias que poderão receber o benefício.       Na manhã desta quarta-feira (3) dois locais foram visitados. A Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Marília Poliesti, no Porto, que será reconstruída, e a casa da comerciária Carmen Santos, na Cohab 1. Carmen desmanchou uma peça e esperava uma utilidade para os tijolos e madeiras. Com o tempo desistiu de uma nova construção e, ao ver uma matéria sobre o Banco de Materiais resolveu entrar em contato e doar. “Espero que vá para pessoas que realmente necessitem. Não estava fazendo falta. Estava até ocupando espaço. Aí surgiu o banco e pensei: é agora que vou ligar”, contou a comerciária. O presidente da Comissão Municipal de Defesa Civil (Comdec), Paulo Darci dos Santos pede que a população doe os materiais não perecíveis que sobrem de suas obras, e garante que tudo será usado para famílias em situação de vulnerabilidade social. Até o momento todas as doações foram feitas por pessoas físicas – sobras de construções e reformas – e por setores da Prefeitura que reformaram seus prédios. Mas, em breve, o trabalho deve ganhar força com a adesão de empresas de material construção e olarias, que poderão doar materiais sem valor comercial, como telhas e tijolos com tempo superior de queima (muito tempo no forno, o que deixa o produto com aparência ruim, mas não afeta a qualidade), produtos fora de linha, com pequenos defeitos de fabricação ou armazenagem, ou com estoque de pequena quantidade, que dificulte a venda. Para serem beneficiadas as famílias precisam se enquadrar em critérios, como em renda dentro do limite estabelecido pelo projeto; possuir um único imóvel e este seja utilizado como moradia própria; passar por avaliação social que ateste a necessidade de atendimento e que o requerente se enquadre nos objetivos do projeto. O imóvel terá acompanhamento técnico de profissional da Secretaria desde a avaliação inicial do imóvel até a conclusão da obra.       O cadastro das famílias pode ser feito na SHRF, na rua General Osório, 457, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h – exceto quarta-feira, aberta das 12h30 às 18h. É necessário levar os documentos pessoais e uma conta de água ou luz que comprove a residência. Para doações basta ligar para (53) 3225-0183 e agendar para que a equipe busque o material.

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