Cada setor deve mapear funções em que pode haver trabalho comunitário. Atualmente existem 35 prestadores comunitários no Poder Executivo

Prefeitura busca ampliar serviço comunitário nas secretarias

Cada setor deve mapear funções em que pode haver trabalho comunitário. Atualmente existem 35 prestadores comunitários no Poder Executivo

Por Autor desconhecido 02-08-2019 | 15:48:04
Tags: serviço comunitário , judiciário , pacto pelotas pela paz , gestão pública

Nesta sexta-feira (2), a Prefeitura, através da Secretaria de Administração e Recursos Humanos (Sarh), reuniu as secretarias municipais para uma capacitação sobre a ampliação do serviço comunitário dentro da administração pública. Atualmente, cerca de 35 prestadores comunitários atuam em diversos setores do Poder Executivo.

Secretarias devem indicar oportunidades disponíveis - Fotos: Igor Sobral

A diretora de RH da Sarh, Tavane Moraes, acredita que o Município tem condições de aumentar o número de vagas disponíveis, mas para isso precisa mapear as oportunidades em cada secretaria. “Pedimos que cada uma mapeie e envie as funções em que poderíamos encaixar estes prestadores. Além de economia para a Prefeitura, oportunizaremos uma chance para quem precisa cumprir seu trabalho comunitário.”

Além de explicar que o serviço comunitário se diferencia do programa Mão de Obra Prisional (MOP) por envolver pessoas que cumprem penas leves e alternativas à reclusão, Tavane apresentou o sistema de informática criado pela Companhia de Informática de Pelotas (Coinpel) para o controle dos trabalhos comunitários realizados dentro da Prefeitura. Áreas como arquivamento, apoio e atendimento ao público, dentre outras, podem receber prestadores.

Segundo o secretário da Sarh, Eduardo Schaefer, hoje o Executivo recebe prestadores oriundos das justiças estadual e federal. O novo sistema deve agilizar a prestação de contas ao judiciário, além de ajudar no controle de todo o processo de cumprimento do serviço comunitário, que impõe à pessoa condenada o trabalho gratuito durante um período de tempo estabelecido pelo juiz, que vai de 30 a 60 horas mensais.

Entenda

As penas restritivas de direito, conhecidas como “penas e medidas alternativas” são destinadas a infratores de baixo potencial ofensivo, com base no grau de culpabilidade, nos antecedentes, na conduta social e na personalidade, visando, sem rejeitar o caráter ilícito do fato, substituir ou restringir a aplicação da pena de prisão.  

Contar com esse tipo de serviço, além de ser um pedido da prefeita Paula Mascarenhas, coincide com as iniciativas do Pacto Pelotas Pela Paz, sob o viés educativo, com utilidade social e caráter ressocializador e preventivo”, reforça Tavane.

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