Projeto da Prefeitura é semifinalista em prêmio da Caixa

Por Divulgação 13-10-2011 | 00:00:00
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O projeto “Magia da Dança”, desenvolvido numa parceria entre Prefeitura de Pelotas e Escola de Ballet Dicléa Ferreira de Souza, que oportuniza, anualmente, a 90 crianças da rede de ensino municipal, aulas gratuitas de ballet, foi selecionado pela Caixa Econômica Federal como um dos 100 melhores projetos de inclusão social do país, sendo um dos pré-finalistas nacionais ao Prêmio Caixa Melhores Práticas em Gestão 2011/2012. Esta é a segunda vez consecutiva que o “Magia da Dança” fica entre os semifinalistas do prêmio. A parceria entre Prefeitura, via Secretaria de Educação e Desporto (SMED) e Escola de Ballet Dicléa de Souza, voltada a crianças de oito a 12 anos, que cursam o ensino fundamental na rede de pública municipal, possibilita o acesso gratuito a aulas de ballet clássico no turno inverso ao escolar. Para a realização do “Magia da Dança”, a Prefeitura aporta recursos que proporcionam o pagamento de 50% dos custos com as aulas, os outros 50% é oriundo de Bolsa da própria Escola, além deste aporte, a Prefeitura também dispõe valor para ajuda de custo para a Escola, e ainda distribui, gratuitamente aos estudantes, uniformes, roupas e calçados adequados para a realização da atividade de dança, e vales-transporte para se deslocarem até a Escola de Ballet. Conforme a diretora-proprietária, professora e bailarina da Escola de Dança, que leva seu nome, Dicléa de Souza, o reconhecimento, mesmo que prévio , do projeto é motivo de alegria, não somente para ela, mas para todos que participam e que acreditam e apoiam o mesmo. ”É o reconhecimento e a valorização de um trabalho que vai além da prática e do ensino da dança. Com esta atividade estas crianças saem das ruas, conhecem outros lados da vida. Muitas delas não conheciam o Ballet, não conheciam um teatro”, assinala Dicléa. “O prefeito Fetter felizmente ‘abraçou’, e muito, este projeto, que é uma porta aberta para novas oportunidades de vida. Hoje existem faculdades de dança, e outras tantas opções que eles podem seguir para se profissionalizar e tomar a dança como uma carreira”, colocou Dicléa. Além das aulas, a Escola se tornou ponto de referência e encontro dos jovens e das mães, no local eles se reúnem na Sala das Mães, bem antes do horário das atividades para assistirem DVDs e conversarem, destacou a professora. A bailarina ainda destacou que o apoio da Prefeitura é fundamental, mas tem o desejo de ampliar o programa, visando oportunizar a continuidade na formação destas crianças, pois, conforme ela lembra, o Magia é voltado para crianças matriculadas no ensino fundamental, de oito a 12 anos, expondo que até a fase que o Município é responsável pela educação destes, ou seja, o ensino fundamental, as crianças são contempladas, mas que ao término desta etapa, ao se matricularem no ensino médio, tem que encerrar a sua participação no projeto. “Ao chegarem no final desta etapa de ensino, muitas delas estão preparadas para dar um passo maior e ficam impossibilitadas. Gostaria muito que outras pessoas, entidades representativas, empresas, instituições, seguissem o exemplo da Prefeitura e da Caixa Econômica Federal, que tem sido uma grande parceira, e se juntassem a este projeto, tanto para ampliar a abrangência no período de ensino, quanto para oportunizar mais vagas. E também para possibilitar que as crianças realizem mais apresentações fora de Pelotas”, diz Dicléa. Esta é a segunda vez consecutiva que o “Magia da Dança” fica entre os semifinalistas do prêmio. O projeto pelotense já foi premiado, com Certificado de Reconhecimento, pelo Novo Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Tributária do Estado do Rio Grande do Sul (Novo Sindifisco/RS), na 9ª edição do “Prêmio Gestor Público”, realizada no ano passado. A Caixa Econômica Federal também é parceira apoiadora do “Magia da Dança, aportando recursos para a edição anual do espetáculo de dança , realizado no final de ano, entre outros apoios que a instituição disponibiliza para a o projeto. A informação sobre a seleção do projeto como um dos 100 semifinalistas nacionais da premiação, foi divulgada pela Caixa nesta terça-feira (11), que informou ainda que o projeto de inclusão social concorreu, nesta etapa, com 200 inscritos. Na primeira etapa, as práticas foram avaliadas regionalmente e agora as semifinalistas serão avaliadas pela Caixa, nacionalmente, no período de 19 a 21 de outubro. Serão selecionadas 35 melhores práticas para a final prevista para novembro, com avaliação de júri externo. As 20 melhores práticas serão inscritas no Prêmio Internacional de Dubai, promovido pelo Habitat/ONU, em parceria com a Municipalidade de Dubai/Emirados Árabes. Os premiados também receberão troféu e certificado, e serão amplamente divulgadas pela Caixa em publicações, filmes, exposições itinerantes e oficinas de reaplicação. O prêmio valoriza projetos bem-sucedidos, inclusivos, inovadores e sustentáveis, que contribuam para o desenvolvimento territorial sustentável do país. Nesta edição, das 20 Melhores Práticas selecionadas, a Caixa premiará 10 projetos com os seguintes temas-foco: “Habitação”, “Gestão Ambiental e Saneamento”, “Gestão Municipal”, “Desenvolvimento Local e Inclusão Social”. Os outros 10 projetos serão premiados dentro do tema-foco “Trabalho Social no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”. Melhores Práticas - O Programa Caixa Melhores Práticas em Gestão Local é inspirado no programa Best Practices and Local Leadership Programme (BLP), do Habitat/Onu, e traduz a colaboração da Caixa na implantação da Agenda Habitat, compromisso internacional assumido pelo Brasil na Segunda Conferência das Nações Unidas sobre os Assentamentos Humanos – Habitat II, Istambul, Turquia, 1996. O programa tem por meta identificar, documentar, premiar e difundir as melhores experiências em gestão local, resultantes de ações e projetos, nos quais a Caixa tenha atuado como parceira. O objetivo do banco é incentivar a reaplicação de melhores práticas e contribuir para a melhoria da qualidade de vida e para o desenvolvimento sustentável dos assentamentos humanos. Histórico - Lançado em 1999, o Prêmio já contou com a participação de 1.353 projetos. Ao todo, 70 iniciativas foram premiadas pela Caixa, sendo 30 classificadas entre as 100 melhores do mundo, no Prêmio Internacional de Dubai. Um exemplo de destaque é o projeto “Santo André Mais Igual”, uma das dez melhores práticas vencedoras da edição internacional de 2001, do Habitat/Onu. As Melhores Práticas são resultantes da ação integrada e do protagonismo de diferentes instituições parceiras (governos locais, organizações não governamentais, instituições de ensino, empresas, associações etc.), e evidenciam a amplitude, a qualidade e a força da atuação da Caixa no território nacional, como principal instituição operadora de políticas públicas sociais do Governo Federal.

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