Semana da Consciência Negra teve torneio de Futsal
A Superintendência do Desporto e Lazer da Secretaria Municipal de Educação e Desporto (SMED) e o Clube Cultural Fica Ahí para ir Dizendo realizaram ontem (15), no ginásio do Clube Cruzeiro, um torneio de Futebol de Salão alusivo à 8ª Semana da Consciência Negra, promovida pelo clube. O Torneio levou o nome de Liga de Futebol Independente José do Patrocínio, que foi o patriarca da Abolição. O campeão do Torneio foi o Clube Gonzaga. Participaram dos jogos as equipes do Clube Gonzaga, Museu Esporte Clube e duas equipes do Clube Cultural Fica Ahí para ir Dizendo, tendo como campeã o Clube Gonzaga; em segundo lugar a equipe do Clube Fica Ahí; em terceiro o Museu Esporte Clube; e o quarto colocado foi a equipe B do Clube Fica Ahí. A premiação será entregue no próximo sábado (19), a partir das 21h, no Clube Fica Ahí, juntamente com a sessão solene e baile da Consciência Negra. Para dar início ao Torneio, o presidente do Clube, Raul Borges Ferreira, e o superintendente do Desporto e Lazer, Paulo Coitinho, deram o ponta pé inicial dos jogos de Futebol de Salão. Para Coitinho, o Clube Cultural Fica Ahí para ir Dizendo representa muito, não só para a comunidade afrodescendente, mas também para toda comunidade pelotense, pois contribuiu e contribui até os dias de hoje para a cultura dos 200 anos da cidade. “O poder público não tem somente o dever de colaborar, mas a obrigação de ajudar no resgate desta memória viva, através de eventos que visem levar ao conhecimento de toda a comunidade a historia deste clube”, afirmou. Conforme Coitinho, a Liga de Futebol Independente foi criada em 1919 e manteve suas atividades até a década de 30. Entre os seus fundadores encontravam-se Joaquim Rollo Sobrinho e Dario Nunes, que tiveram atuação marcante junto a dois clubes negros locais, na década de 30 e princípio de 1940, o Chove Não Molha e o Fica Ahí para Ir Dizendo. Sobrinho foi orador do Chove Não Molha entre os anos de 1930 e 1931, e desempenhou a mesma função em conjunto com Nunes no Fica Ahí, entre 1938 e 1940. Nunes esteve na diretoria do Fica Ahí entre 1938 e 1943, e desenvolveu importante papel junto à comunidade negra pelotense ao se tornar articulista do jornal A Alvorada.