Tambor de sopapo pode virar patrimônio cultural nacional
Pauta também incluiu proposta para o tombamento de quilombos e a contribuição das religiões de matriz africana à cultura doceira do município
O registro do tambor de sopapo como patrimônio cultural do Brasil e a promoção das religiões de matriz africana no Plano de Salvaguarda das Tradições Doceiras foram alguns dos tópicos apresentados por representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) durante reunião na Secretaria Municipal de Igualdade Racial (Smir), na manhã desta quinta-feira (13).
O historiador Rafael Belló Klein e a coordenadora-geral de Promoção e Sustentabilidade do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, Aline Beatriz Miranda da Silva, foram recebidos pelo titular da secretaria e coordenador da Casa de Igualdade Racial, Júlio Domingues, e pelo secretário-executivo da pasta, Jederson Borges.
Durante a reunião, os representantes do órgão do Governo Federal também apresentaram a proposta da Portaria 135/2023 do Iphan, que trata do tombamento de quilombos, que garante reconhecimento oficial aos territórios e história das comunidades quilombolas.
Imagens - Divulgação/Smir
Na terça-feira, os representantes do Iphan participaram de reunião, também realizada na Smir, para discutir a patrimonialização do tambor de sopapo. A atividade foi realizada em parceria com a Assessoria de Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer) da Secretaria Municipal de Educação (SME). Os diretores-executivos Jederson Borges e Daniel Amaro representaram a Smir no evento.
O secretário Júlio Domingues ressaltou que a Smir é parceira para apoiar todas as atividades propostas pelo Iphan. “Para nós, é muito importante auxiliar nos processos de reconhecimento de símbolos que representam a população negra de Pelotas e que demonstram a contribuição dela no processo de construção da cidade”, afirmou.