Sophie Nunes Bartz é aluna da EMEF Ministro Arthur de Souza Costa

Vencedora do 1º Lugar do RoboPel 214 usa origami como expressão criativa

Sophie Nunes Bartz é aluna da EMEF Ministro Arthur de Souza Costa

Por Isabella Barcellos 10-07-2026 | 16:22:59
Tags: RoboPel , Origami , Premiação

A arte de dobrar papel se tornou uma companhia para Sophie durante a pandemia. Após ganhar um frasco com um tsuru dentro, resolveu se desafiar a aprender a técnica. Com o incentivo de sua professora, ela começou a ensinar essa arte aos colegas de escola e passou a desenvolver a técnica de maneira constante. Em seu terceiro ano participando do RoboPel, a aluna da Escola de Ensino Fundamental Ministro Arthur de Souza Costa coleciona conquistas (como o primeiro lugar nas edições 213 e 214) e inspiração para novos projetos. 

O que eu mais gosto é a diversidade de tudo que dá pra se fazer. Principalmente dos modulares, eles são muito divertidos de se fazer”, afirmou Sophie, “Se eu tenho um livro que não está sendo usado, dá pra se fazer um projeto legal ao invés de jogar fora”. Em sua banca nesta edição, Sophie trouxe exemplos de dobraduras modulares, papagaios, gatos, sapos e por fim, dinossauros, que são o grande destaque da edição deste ano. “Nunca quisemos pular etapas com ela. Queríamos que fosse divertido e que ela conseguisse se desenvolver bem, sem pressa”, afirmou Suézia Nunes, mãe de Sophie, “Nosso primeiro compromisso foi com a autoestima, confiança e socialização dela.Ela sofreu bastante bullying por muito tempo” 

Segundo ela e o pai de Sophie, Vagner Bartz, a evolução da filha é crescente. 

“Ela gosta muito de dar aula, e gosta de oferecer a oportunidade para crianças que não tem acesso consigam enxergar que qualquer um pode fazer. Ela até guarda projetos que deram errado para mostrar e incentivar o passo a passo.”, afirma a responsável. Atualmente, Sophie está no sétimo ano e pesquisa possibilidades com as dobraduras, incluindo evoluções do origami na medicina, na engenharia aeroespacial e na robótica. 

Pensamento computacional & dobraduras

O caminho de Sophie até o RoboPel começou a ser traçado através do trabalho da professora Gislaine Fagundes, que atualmente é coordenadora pedagógica dos anos finais da Escola Municipal de ensino Fundamental Ministro Arthur de Souza Costa. “Durante as aulas de Introdução à Computação, eu que que ela fazia as dobraduras. Ela até me presenteou com uma. Percebi que aquilo se encaixava com os conteúdos que eu precisava trabalhar, eu decidi explorar essa habilidade”, explica Gislaine, “Então eu convidei ela para fazer esse trabalho com a turma dela e outras turmas. A partir desse trabalho, vi que ela se sentia valorizada e vista pelos demais. No ano seguinte, inscrevemos ela no RoboPel”. 

O ofício das dobraduras se alinha ao atual componente curricular da BNCC - Computação (Base Nacional Curricular de Computação), que já está implementado à rede municipal de ensino desde o começo deste ano, através do pensamento computacional desplugado. “A partir da BNCC, nós trabalhamos com o pensamento computacional, cultura digital e o mundo digital. Ao trabalhar o pensamento computacional, falamos sobre a resolução de problemas. Através de algoritmos, dividimos um problema e elaboramos o passo a passo de resolução a partir de diferentes estratégias.”, explica Letiane Fonseca, coordenadora do Centro Tecnológico Educacional de Pelotas. 

Nesta edição do RoboPel, nove escolas da rede municipal apresentaram seus projetos no Pelotas Parque Tecnológico. Entre elas, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Nossa Senhora de Lourdes ocupou o segundo lugar no pódio de premiados com um projeto de dispositivo assistente, desenvolvido para ajudar idosos a tomarem seus medicamentos no horário certo.

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